quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Guiné Conakry organiza segunda volta de eleições


ÁFRICA 21

Durante a primeira volta, que decorreu a 27 de junho último, Diallo venceu com 43,69 porcento dos votos à frente de Condé, que obteve 18,25 porcento dos votos

Conakry - A segunda volta das eleições presidenciais na Guiné Conakry poderá ocorrer a 24 de agosto. O escrutínio vai opor os candidatos da União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), Cellou Dalein Diallo, e da Coligação do Povo da Guiné (RPG), Alpha Condé.

Durante a primeira volta, que decorreu a 27 de junho último, Diallo venceu com 43,69 porcento dos votos à frente de Condé, que obteve 18,25 porcento dos votos.

Na perspectiva da segunda volta, os dois candidatos levam a cabo negociações para conseguir alianças com os seus adversários eliminados na primeira volta.

O primeiro-ministro, Jean Marie Doré, disse que a segunda volta não será organizada imediatamente devido a "numerosos problemas e outras fraudes" observadas durante a primeira volta.

Uma comissão ad hoc, integrada pelo Conselho Nacional da Transição (CNT), pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) e pelo Governo, depositou, na semana passada, um relatório no final dos seus trabalhos sobre a avaliação da primeira volta.

Esta comissão condenou "as numerosas irregularidades" e solicitou um enveloppe de 67 biliões de francos guineenses (13 milhões 400 mil dólares americanos) "para um bom desenvolvimento da segunda volta".

Um magistrado disse que "o corpo da magistratura está doente e humilhado" devido à decisão do presidente do Tribunal Supremo, Mamadou Sima Sylla, de anular os votos da Alta Guiné, feudo do RPG, porque a CENI não lhe transmitiu atas, informa a Panapress.

Num relatório divulgado na semana passada, o Centro Carter, que enviou 32 observadores durante a primeira volta, congratulou-se com a disciplina observada durante o escrutínio, mas pede que "os verdadeiros motivos" da anulação maciça dos votos de cerca de 900 mil eleitores sejam explicados à opinião pública e internacional.

Segundo uma fonte judiciária, o RPG está prestes a apresentar uma queixa contra a CENI onde "as atas dos votos da Alta Guiné foram encontradas no escritório dum dos membros da estrutura".

O líder e candidato do RPG afirmou recentemente, durante um briefing, que os seus aliados, cerca de 10 partidos, e seus militantes não admitirão roubo na segunda volta.

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