ANGOLA PRESS – 25 setembro 2010
Nova Iorque - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau afirmou hoje que o governo não vai ceder a "pressões internacionais" para resolver a situação de Zamora Induta, ex-chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas detido desde abril.
"A libertação não vai ser feita porque a comunidade internacional está a exigir, mas "segundo" o nosso regulamento jurídico interno", afirmou o ministro Adelino Mano Queta.
O governante falava à saída de uma reunião de quatro horas que juntou os membros do Grupo Internacional de Contacto para a Guiné-Bissau, em Nova Iorque.
"As pessoas foram presas, acusadas (...) e estão à espera de julgamento", adiantou, esclarecendo que "estão a seguir os seus trâmites normais, a pressão internacional não vai obrigar a esse julgamento".
Entre os parceiros internacionais, a União Europeia é quem mostra maior incómodo com a detenção de Zamora Induta, segundo disse hoje o representante do secretário geral da ONU, Joseph Mutaboba.
A libertação, disse, "seria uma mensagem importante, principalmente para a UE".
Mas, ressalvou, Induta não é caso único. Há detidos sem culpa formada em anteriores golpes, e o importante é que "as condições de detenção sejam melhoradas e o processo de justiça avance e seja concluído".
"Têm de considerá-los como seres humanos e não como detidos", afirmou.
Depois de visitar Induta e outros prisioneiros, a ONU está satisfeita com as condições de detenção, mas poderia "estar mais se a justiça for finalizada", adiantou.
Segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, João Gomes Cravinho, alguns parceiros manifestaram na reunião "preocupação" com a situação do ex-chefe de Estado das Forças Armadas.
"Apesar da sua exoneração, a manutenção em cativeiro é ilegal e toda a expetativa da Comunidade Internacional é que seja libertado rapidamente, e se houver acusações a aduzir que isso decorra da forma prevista na Constituição, o que não tem conseguido até agora", disse.
Questionado pela Lusa sobre a capacidade efectiva que o governo tem de, perante as Forças Armadas, conseguir a libertação, Gomes Cravinho mostrou-se descrente.
"O governo pediu por escrito a libertação. Estamos numa situação em que o poder político não tem controlo sobre as Forças Armadas", afirmou.
"Acho que nas Forças Armadas já se percebeu que a manutenção deste tipo de comportamento é inviável", adiantou o secretário de Estado português.
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Nova Iorque - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau afirmou hoje que o governo não vai ceder a "pressões internacionais" para resolver a situação de Zamora Induta, ex-chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas detido desde abril.
"A libertação não vai ser feita porque a comunidade internacional está a exigir, mas "segundo" o nosso regulamento jurídico interno", afirmou o ministro Adelino Mano Queta.
O governante falava à saída de uma reunião de quatro horas que juntou os membros do Grupo Internacional de Contacto para a Guiné-Bissau, em Nova Iorque.
"As pessoas foram presas, acusadas (...) e estão à espera de julgamento", adiantou, esclarecendo que "estão a seguir os seus trâmites normais, a pressão internacional não vai obrigar a esse julgamento".
Entre os parceiros internacionais, a União Europeia é quem mostra maior incómodo com a detenção de Zamora Induta, segundo disse hoje o representante do secretário geral da ONU, Joseph Mutaboba.
A libertação, disse, "seria uma mensagem importante, principalmente para a UE".
Mas, ressalvou, Induta não é caso único. Há detidos sem culpa formada em anteriores golpes, e o importante é que "as condições de detenção sejam melhoradas e o processo de justiça avance e seja concluído".
"Têm de considerá-los como seres humanos e não como detidos", afirmou.
Depois de visitar Induta e outros prisioneiros, a ONU está satisfeita com as condições de detenção, mas poderia "estar mais se a justiça for finalizada", adiantou.
Segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, João Gomes Cravinho, alguns parceiros manifestaram na reunião "preocupação" com a situação do ex-chefe de Estado das Forças Armadas.
"Apesar da sua exoneração, a manutenção em cativeiro é ilegal e toda a expetativa da Comunidade Internacional é que seja libertado rapidamente, e se houver acusações a aduzir que isso decorra da forma prevista na Constituição, o que não tem conseguido até agora", disse.
Questionado pela Lusa sobre a capacidade efectiva que o governo tem de, perante as Forças Armadas, conseguir a libertação, Gomes Cravinho mostrou-se descrente.
"O governo pediu por escrito a libertação. Estamos numa situação em que o poder político não tem controlo sobre as Forças Armadas", afirmou.
"Acho que nas Forças Armadas já se percebeu que a manutenção deste tipo de comportamento é inviável", adiantou o secretário de Estado português.
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