
ANGOLA PRESS – 22 setembro 2010
Nova Iorque (Do enviado especial) - Angola vai apoiar a candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, posto a que concorrem também a Alemanha e o Canada, segundo garantiu o secretário de Estado angolano para as Relações Exteriores, George Chicoty.
George Chicoty, que chefia a delegação do seu país a cimeira de avaliação da implementação das metas de desenvolvimento do milénio, aberta segunda-feira em Nova Iorque, disse, à imprensa angolana que acompanha a realização do evento, que "(Portugal) é a nossa primeira opção" apesar das boas relações que Angola mantém com os três países.
Reagindo às declarações do governante angolano, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse ter acolhido com "satisfação" a posição de Angola, acrescentado que nunca teve dúvidas quanto ao apoio de Angola à candidatura portuguesa.
"Nós temos sempre apoiado Angola no plano internacional. Há, por isso, no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) uma partilha de interesses e de apoios que nós respeitamos e que temos honrado e por isso não tinha dúvida de que Angola não só nos apoia como é um actor com entusiasmo e militância para que Portugal possa representar no Conselho de Segurança, interesses que, de alguma maneira, convergem com os interesses de Angola" - afirmou.
Sobre a situação na República da Guiné-Bissau, o chefe da diplomacia portuguesa disse encarar "com muito entusiasmo" os esforços da presidência angolana na CPLP no processo de estabilização deste país lusófono.
Disse acreditar que a presidência angolana trouxe um novo vigor, uma nova energia na abordagem do problema da Guiné-Bissau que a presidência portuguesa não teve, dado na sua condição de antiga potência colonial que provocou alguma inibição na gestão do conflito.
Luís Amado está confiante que a questão da Guiné-Bissau possa ser resolvida durante a presidência angolana da CPLP, em colaboração com a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana e a ONU.
Instado se Portugal estaria propenso em apoiar mais os esforços de estabilização da CEDEAO em detrimento da CPLP, disse que, pelo contrário, o seu país está interessado que a CEDEAO coopere com CPLP na promoção das acções desta última organização supra-regional.
"Acho que é para a CPLP trabalhar também em conjunto com a CEDEAO e é isso que a presidência angolana tem estado a fazer" - afirmou.
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Nova Iorque (Do enviado especial) - Angola vai apoiar a candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, posto a que concorrem também a Alemanha e o Canada, segundo garantiu o secretário de Estado angolano para as Relações Exteriores, George Chicoty.
George Chicoty, que chefia a delegação do seu país a cimeira de avaliação da implementação das metas de desenvolvimento do milénio, aberta segunda-feira em Nova Iorque, disse, à imprensa angolana que acompanha a realização do evento, que "(Portugal) é a nossa primeira opção" apesar das boas relações que Angola mantém com os três países.
Reagindo às declarações do governante angolano, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse ter acolhido com "satisfação" a posição de Angola, acrescentado que nunca teve dúvidas quanto ao apoio de Angola à candidatura portuguesa.
"Nós temos sempre apoiado Angola no plano internacional. Há, por isso, no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) uma partilha de interesses e de apoios que nós respeitamos e que temos honrado e por isso não tinha dúvida de que Angola não só nos apoia como é um actor com entusiasmo e militância para que Portugal possa representar no Conselho de Segurança, interesses que, de alguma maneira, convergem com os interesses de Angola" - afirmou.
Sobre a situação na República da Guiné-Bissau, o chefe da diplomacia portuguesa disse encarar "com muito entusiasmo" os esforços da presidência angolana na CPLP no processo de estabilização deste país lusófono.
Disse acreditar que a presidência angolana trouxe um novo vigor, uma nova energia na abordagem do problema da Guiné-Bissau que a presidência portuguesa não teve, dado na sua condição de antiga potência colonial que provocou alguma inibição na gestão do conflito.
Luís Amado está confiante que a questão da Guiné-Bissau possa ser resolvida durante a presidência angolana da CPLP, em colaboração com a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana e a ONU.
Instado se Portugal estaria propenso em apoiar mais os esforços de estabilização da CEDEAO em detrimento da CPLP, disse que, pelo contrário, o seu país está interessado que a CEDEAO coopere com CPLP na promoção das acções desta última organização supra-regional.
"Acho que é para a CPLP trabalhar também em conjunto com a CEDEAO e é isso que a presidência angolana tem estado a fazer" - afirmou.
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