
ORLANDO CASTRO, jornalista – NOTÍCIAS LUSÓFONAS
O agora ministro socialista da Defesa de Portugal, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que é possível um entendimento político entre os partidos para aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano, de forma a evitar uma crise política. Uau! Como está moderado este (im)poluto ministro de José Sócrates.
Sendo um dos mais ministeriáveis socialistas, importa dar atenção ao que ele diz, esteja ou não a malhar em todos os que dele discordam. Por alguma coisa foi - entre outros altos cargos socialistas - secretário de Estado da Administração Educativa do XIV Governo Constitucional, ministro da Educação do XIV Governo Constitucional, Ministro da Cultura do XIV Governo Constitucional, Ministro dos Assuntos Parlamentares do XVII Governo Constitucional.
“É possível, desejável e necessário. Assim reclama o interesse nacional”, afirmou Santos Silva, à margem da oitava reunião da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar, realizada hoje em Oeiras.
Sobre o próximo Orçamento do Estado, o ministro da Defesa e também um dos principais donos das verdades lusitanas, só ultrapassado pelo sumo pontífice do PS (José Sócrate), disse que a 15 de Outubro é que se discutirá o documento, escusando-se a adiantar se haverá ou não novos cortes na pasta que tutela.
Reconheço que já tenho saudades (isto é como quem diz...) de ler algumas das pérolas a que Augusto Santos Silva nos habituara no tempo em que tinha a pasta de dono da comunicação social portuguesa ou, pelo menos, de dono dos donos dessa comunicação social.
Talvez por saber disso, de vez em quando ele aparece – mesmo sendo ministro da Defesa - para malhar em todos aqueles que têm a ousadia de pensar de forma diferente da dele que, aliás, é sempre igual à do sumo pontífice do PS, José Sócrates... enquanto este for o chefe.
Augusto Santos Silva considerou no passado dia 21 de Julho – recordam-se? - que o ante-projecto de revisão constitucional do PSD é “um manifesto extremista contra a Constituição” que revela “irresponsabilidade” e coloca “radicalmente em causa um equilíbrio de poderes que a democracia portuguesa laboriosamente construiu”.
O brilhantismo não foi o de outros tempos, mas para lá caminha. O ensaio começou assim com o ante-projecto de modo a que, quando chegar a altura exacta, já Santos Silva esteja em velocidade de ponta.
Em declarações à agência Lusa a propósito de uma sessão sobre a Constituição da República Portuguesa promovida pela Fundação Res Publica, da qual é membro do conselho de administração, Santos Silva defendeu então que este é um tema “mesmo muito importante” e que deve ser debatido neste momento.
Neste ou sempre que o PS entenda. É que quem define os temas, e os momentos, mais importantes seja para o que for é sempre o PS.
“Na minha modesta opinião (ora essa, para quê tanta humildade?), nós assistimos à apresentação de um manifesto extremista contra a actual Constituição da República Portuguesa que não pode ser deixado em claro e, portanto, é preciso ressituar a discussão”, advogou.
O membro da Fundação Respublica observou que “a actual liderança do PSD sozinha não faz a revisão constitucional” e, “nesse sentido, este projecto parece condenado ao fracasso”.
“Agora, é revelador como manifesto ideológico extremista, por parte de uma liderança que parece revelar-se muito imatura”, acrescentou.
Ninguém deve perder os próximos episódios desta novela, agora virada para o capítulo do Orçamento de Estado, escrita sob a suprema orientação de José Sócrates, e que tem como trilha sonora exclusiva o tango (a solo, a dois, a três... aos que forem preciso para manter o tacho).
Seja como for, o Governo de José Sócrates, seguindo a metodologia de Augusto Santos Silva, continua a malhar forte e feio nos enteados a quem acusa de "inacção" e de "cegueira ideológica". Só escapam, esses escapam sempre, os que gravitam em volta do PS.
Se calhar o actual PS até tem razão. Cada povo tem os políticos que merece. Dizia Augusto Santos Silva, certamente respaldado na cartilha do perito dos peritos, José Sócrates, que a oposição "sucumbe à demagogia".
Demagogia que, como todos sabem, é uma característica atávica de todos os portugueses de segunda, ou seja, de todos aqueles que não são do PS.
"A direita falha em critérios essenciais na resposta à actual crise, começando logo por falhar no requisito da iniciativa", sustenta o maior (a seguir a José Sócrates) perito dos peritos portugueses, considerando que a oposição não assume uma defesa do princípio da "equidade social" ao propor baixas generalizadas de impostos.
Será com certeza por isso que o aumento dos impostos aí está. E está, mais uma vez, de forma que os poucos que têm milhões mais milhões tenham, e que os milhões que têm pouco ou nada... ainda fiquem com menos, se é que isso é possível.
Quando se vira para a esquerda, o PS também bate forte e feio, ou não fosse o único dono da verdade. Em relação ao PCP e Bloco de Esquerda, diz que são forças políticas que pertencem "à esquerda extremista" e "propõem o regresso ao paradigma colectivista". Se calhar é por isso que Bloco e PS apoiam o mesmo candidato presidencial, o socialista Manuel Alegre.
"Estão cegos por preconceitos ideológicos que os impediram de perceber o quanto foi essencial estabilizar o sistema financeiro para responder à crise", disse em tempos, entre outras sábias alusões, Augusto Santos Silva.
Ora aí está. Bons só mesmo os socialistas. Nem todos, mas sobretudo os que, por terem coluna vertebral amovível, veneram o líder. Todos os outros são uma escumalha que não merece sequer ser considerada como portuguesa.
"O PS é portador de uma liderança e de uma plataforma política para mobilizar o conjunto da sociedade", sustenta o PS, mostrando sempre que, na Terra, só Sócrates pode representar Deus como único detentor da verdade.
Sustenta e bem, e isto já para não falar da sua própria sustentação e luta para manter e doar tachos aos mais inéptos tirutalares do cartão de cidadão... socialista.
Embora os tais portugueses de segunda já saibam há muito que este PS não é uma solução para o problema, mas, isso sim, um problema para a solução, sempre vão percebendo que ou são do PS ou estão lixados e mal pagos.
Por isso não condeno todos aqueles que estão a optar por ser portugueses de primeira. E para isso, pelos vistos, é condição “sine qua non” ser do PS.
“Também tu lá vais chegar”, garante um amigo meu que não acredita que eu seja capaz de continuar a viver sem comer. Se calhar...
25.09.2010 - orlando.s.castro@gmail.com
O agora ministro socialista da Defesa de Portugal, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que é possível um entendimento político entre os partidos para aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano, de forma a evitar uma crise política. Uau! Como está moderado este (im)poluto ministro de José Sócrates.
Sendo um dos mais ministeriáveis socialistas, importa dar atenção ao que ele diz, esteja ou não a malhar em todos os que dele discordam. Por alguma coisa foi - entre outros altos cargos socialistas - secretário de Estado da Administração Educativa do XIV Governo Constitucional, ministro da Educação do XIV Governo Constitucional, Ministro da Cultura do XIV Governo Constitucional, Ministro dos Assuntos Parlamentares do XVII Governo Constitucional.
“É possível, desejável e necessário. Assim reclama o interesse nacional”, afirmou Santos Silva, à margem da oitava reunião da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar, realizada hoje em Oeiras.
Sobre o próximo Orçamento do Estado, o ministro da Defesa e também um dos principais donos das verdades lusitanas, só ultrapassado pelo sumo pontífice do PS (José Sócrate), disse que a 15 de Outubro é que se discutirá o documento, escusando-se a adiantar se haverá ou não novos cortes na pasta que tutela.
Reconheço que já tenho saudades (isto é como quem diz...) de ler algumas das pérolas a que Augusto Santos Silva nos habituara no tempo em que tinha a pasta de dono da comunicação social portuguesa ou, pelo menos, de dono dos donos dessa comunicação social.
Talvez por saber disso, de vez em quando ele aparece – mesmo sendo ministro da Defesa - para malhar em todos aqueles que têm a ousadia de pensar de forma diferente da dele que, aliás, é sempre igual à do sumo pontífice do PS, José Sócrates... enquanto este for o chefe.
Augusto Santos Silva considerou no passado dia 21 de Julho – recordam-se? - que o ante-projecto de revisão constitucional do PSD é “um manifesto extremista contra a Constituição” que revela “irresponsabilidade” e coloca “radicalmente em causa um equilíbrio de poderes que a democracia portuguesa laboriosamente construiu”.
O brilhantismo não foi o de outros tempos, mas para lá caminha. O ensaio começou assim com o ante-projecto de modo a que, quando chegar a altura exacta, já Santos Silva esteja em velocidade de ponta.
Em declarações à agência Lusa a propósito de uma sessão sobre a Constituição da República Portuguesa promovida pela Fundação Res Publica, da qual é membro do conselho de administração, Santos Silva defendeu então que este é um tema “mesmo muito importante” e que deve ser debatido neste momento.
Neste ou sempre que o PS entenda. É que quem define os temas, e os momentos, mais importantes seja para o que for é sempre o PS.
“Na minha modesta opinião (ora essa, para quê tanta humildade?), nós assistimos à apresentação de um manifesto extremista contra a actual Constituição da República Portuguesa que não pode ser deixado em claro e, portanto, é preciso ressituar a discussão”, advogou.
O membro da Fundação Respublica observou que “a actual liderança do PSD sozinha não faz a revisão constitucional” e, “nesse sentido, este projecto parece condenado ao fracasso”.
“Agora, é revelador como manifesto ideológico extremista, por parte de uma liderança que parece revelar-se muito imatura”, acrescentou.
Ninguém deve perder os próximos episódios desta novela, agora virada para o capítulo do Orçamento de Estado, escrita sob a suprema orientação de José Sócrates, e que tem como trilha sonora exclusiva o tango (a solo, a dois, a três... aos que forem preciso para manter o tacho).
Seja como for, o Governo de José Sócrates, seguindo a metodologia de Augusto Santos Silva, continua a malhar forte e feio nos enteados a quem acusa de "inacção" e de "cegueira ideológica". Só escapam, esses escapam sempre, os que gravitam em volta do PS.
Se calhar o actual PS até tem razão. Cada povo tem os políticos que merece. Dizia Augusto Santos Silva, certamente respaldado na cartilha do perito dos peritos, José Sócrates, que a oposição "sucumbe à demagogia".
Demagogia que, como todos sabem, é uma característica atávica de todos os portugueses de segunda, ou seja, de todos aqueles que não são do PS.
"A direita falha em critérios essenciais na resposta à actual crise, começando logo por falhar no requisito da iniciativa", sustenta o maior (a seguir a José Sócrates) perito dos peritos portugueses, considerando que a oposição não assume uma defesa do princípio da "equidade social" ao propor baixas generalizadas de impostos.
Será com certeza por isso que o aumento dos impostos aí está. E está, mais uma vez, de forma que os poucos que têm milhões mais milhões tenham, e que os milhões que têm pouco ou nada... ainda fiquem com menos, se é que isso é possível.
Quando se vira para a esquerda, o PS também bate forte e feio, ou não fosse o único dono da verdade. Em relação ao PCP e Bloco de Esquerda, diz que são forças políticas que pertencem "à esquerda extremista" e "propõem o regresso ao paradigma colectivista". Se calhar é por isso que Bloco e PS apoiam o mesmo candidato presidencial, o socialista Manuel Alegre.
"Estão cegos por preconceitos ideológicos que os impediram de perceber o quanto foi essencial estabilizar o sistema financeiro para responder à crise", disse em tempos, entre outras sábias alusões, Augusto Santos Silva.
Ora aí está. Bons só mesmo os socialistas. Nem todos, mas sobretudo os que, por terem coluna vertebral amovível, veneram o líder. Todos os outros são uma escumalha que não merece sequer ser considerada como portuguesa.
"O PS é portador de uma liderança e de uma plataforma política para mobilizar o conjunto da sociedade", sustenta o PS, mostrando sempre que, na Terra, só Sócrates pode representar Deus como único detentor da verdade.
Sustenta e bem, e isto já para não falar da sua própria sustentação e luta para manter e doar tachos aos mais inéptos tirutalares do cartão de cidadão... socialista.
Embora os tais portugueses de segunda já saibam há muito que este PS não é uma solução para o problema, mas, isso sim, um problema para a solução, sempre vão percebendo que ou são do PS ou estão lixados e mal pagos.
Por isso não condeno todos aqueles que estão a optar por ser portugueses de primeira. E para isso, pelos vistos, é condição “sine qua non” ser do PS.
“Também tu lá vais chegar”, garante um amigo meu que não acredita que eu seja capaz de continuar a viver sem comer. Se calhar...
25.09.2010 - orlando.s.castro@gmail.com
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