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domingo, 24 de abril de 2011

TUDO AO MOLHO E FÉ EM DEUS



REDAÇÃO

Se veio a este blogue para se inteirar de atualidades e opiniões não perdeu o seu tempo, está no sítio certo. Acontece que optámos por produzir um único blogue em substituição dos imensos que tínhamos na Fábrica dos Blogues – em postagem mais em baixo esclarecemos melhor. Sugerimos que daqui vá diretamente ao PÁGINA GLOBAL, que começámos ontem a construir

Juntámos tudo. Em português escorreito podemos dizer: “Tudo ao molho e fé em Deus”. É quase isso. Amontoámos as notícias e opiniões num só, a seu tempo poderá clicar naquilo que lhe trará rapidamente tudo que estiver relacionado com Timor Leste, mesmo agora, no Página Global, já dispões de uma ligação ao que está relacionado com Timor. Para oferecer melhor facilidade deixamos em baixo as ligações mais recentes. Esperamos o seu apoio.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

FOMOS INVADIDOS E INOVADOS PELA GLOBALIZAÇÃO




PASSÁMOS DE MUITOS BLOGUES PARA UM

Por razões de gestão de tempo e de organização, o coletivo da Fábrica dos Blogues decidiu passar progressivamente a publicar somente numa página da blogosfera, em Página Global. Aqui encontrará todos os temas que temos vindo a publicar sobre artes e cultura na Fábrica dos Blogues, sobre notícias e opiniões generalistas e globais no Página Um, sobre Timor Leste no Timor Lorosae Nação - diário e semanário.

Contamos que esta centralização do nosso trabalho vá de encontro aos seus interesses e comodidades. Afinal, a partir de agora, progressivamente, passará a poder desfrutar da nossa publicação sobre tudo que anteriormente vinhamos editando em muitos mais blogues.

Contamos com a sua visita e fidelidade demonstrada anteriormente na "imensidão" das páginas por nós mencionadas. A seu tempo serão páginas da blogosfera que iremos extingir.

Fomos invadidos pela globalização. Acreditamos que de modo positivo. Esperamos pela sua opinião.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FÁBRICA DOS BLOGUES PRECISA DE COLABORADORES



Redação
 
VENHA BLOGAR CONNOSCO
 
Com o objetivo de melhorar as nossas publicações online, a Fábrica dos Blogues intenta alargar os seus horizontes pelos países lusófonos e por onde existam comunidades da lusofonia, alargando o seu quadro de colaborações.

Para o efeito precisamos de colaboradores desses países ou comunidades, mesmo que estejam na diáspora – mas atualizados – que possam enriquecer os nossos conteúdos em notícias e artigos de opinião. Estamos principalmente carentes de colaboradores em Moçambique, Macau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau, em falta na Fábrica dos Blogues. Dos restantes países lusófonos, Brasil, Angola, Portugal e Timor Leste também gostaríamos de alargar o quadro de colaboradores já existentes.

Os contatos devem ser estabelecidos via email para: fabricadosblogues@gmail.com  – com a garantia do maior sigilo, se solicitado.

TRAGÉDIA EM ESCOLA DO RIO, DOR IMENSA POR TODO O BRASIL

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Redação

É inqualificável o que ontem se passou numa escola do Rio de Janeiro, um psicopata logrou penetrar nas instalações e roubar a vida a 12 crianças e ferir outras. As narrações de quem sobreviveu são dolorosas de ler, as parcelas de vídeos que nos mostram crianças a fugir angustiam-nos e entristecem-nos, transmitindo-nos alegria pelas crianças que conseguiram escapar aos atos bárbaros de um cidadão brasileiro demente que não foi devidamente acompanhado psiquiatricamente, como devia.

A tristeza invade-nos. A todos que são humanos e distantes daquelas crianças, muito mais sofrem os familiares e a comunidade próxima que os via todos os dias crescer e prepararem-se para a vida, de preferência boa, como decerto todos lhes desejavam.

O Brasil sofre por aquelas crianças e por nada mais poder fazer do que chorar as mortes dos inocentes. Todos os elementos da Fábrica dos Blogues que labora neste Página Um, assim como nas outras publicações, brasileiros, angolanos, portugueses e timorenses, comungam da tristeza, revolta e dor pelo ocorrido. A nossa solidariedade principal, o nosso gesto de ternura, vai diretamente para os familiares, colegas e amigos das crianças vítimas daquele ato tresloucado.

Familiares e amigos desmaiam em velório de vítimas do massacre em Realengo

DIOGO DIAS – O DIA – 08 abril 2011

Prefeito Eduardo Paes foi até o local e abraçou os pais das quatro meninas mortas durante ataque

Rio - O velório de quatro vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na manhã desta sexta-feira, fez com que parentes e amigos passassem mal e várias pessoas chegaram a desmaiar no cemitério Murundu, também em Realengo. Oito médicos precisaram ser chamados às pressas e duas ambulâncias estão no local. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve no cemitério durante 15 minutos e abraçou os pais das crianças. Mais de 200 pessoas estiveram presentes ao cemitério.

As vítimas que estão sendo veladas no local são Bianca Rocha Tavares, de 13 anos, Géssica Guedes Pereira, que não teve a idade divulgada, Laryssa Silva Martins, de 13 anos, e Mariana Rocha de Souza, de 12 anos. Paes se emocionou ao falar sobre as atitudes que pretende tomar quanto ao local da tragédia. "Ainda vou sentar com a Claudia Costin (secretária de Educação) para conversar sobre a escola. Vamos fazer de tudo para voltar à normalidade", disse.

O prefeito conversou com a imprensa e chegou às lágrimas ao falar sobre seus filhos de 5 e 6 anos de idade. "Vim abraçar as famílias. Toda a cidade está comovida e precisamos dar carinho a estas pessoas. Mas não há consolo que resolva a dor deles", afirmou. O helicóptero da Polícia Civil homenageou as vítimas jogando pétálas de rosas sobre os caixões.



Multidão se aglomora no Cemitério Jardim da Saudade

Uma multidão compareceu ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, para acompanhar o sepultamento de quatro crianças vítimas do ataque a tiros à Escola Tasso da Silveira, em Realengo. No local, foram velados e enterrados Larissa dos Santos Atanázio (13 anos), Luisa Paula da Silveira Machado (14 anos), Rafael Pereira da Silva (14 anos) e Karine Lorraine Chagas (14 anos).

Assim como no sepultamento de outras vítimas do massacre à escola, no Cemitério do Murundu, várias pessoas precisaram de atendimento médico durante a cerimônia de sepultamento. Em decorrência do problema de lotação, o corpo de Rafael Pereira da Silva foi velado em um local improvisado em um corredor do cemitério.

Durante as cerimônias, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o local e jogou pétalas de flores sobre as pessoas.

Psicopata mata 12 estudantes em colégio municipal

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.



sábado, 2 de abril de 2011

ANGOLA-LUSA: NOTÍCIAS POR “MEDIDA” FORAM ERRO DE CÁLCULO?

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REDAÇÃO – CENTRAL ANGOLA 7311

Excertos retirados da página de Central 7311, da responsabilidade da organização da manifestação de hoje em Luanda em defesa da Liberdade de Expressão, ilustram a semente lançada para a contestação à continuidade da presença do ditador Eduardo dos Santos a dirigir os destinos angolanos. Espera-se que com naturalidade a "onda" cresça e se expresse sem medos.

Por outro lado ressalta dos vídeos e das fotografias do evento que os sintomas de desinformação veiculados pela Agência Lusa devem ser declarados doença, provavelmente com tendência a alastrar. Isso mesmo é detectável quando noticia e induz em erro alguns órgãos de comunicação social em Portugal, a exemplo de Angola, com o título: “Angola: Meia centena de pessoas participam de manifestação pela liberdade de expressão em Luanda”. Erro de cálculo? O que dá a parecer é que também em Portugal há os que “fazem notícias por medida", como no “reino” de Eduardo dos Santos. Lá se vai o alegado profissionalismo, à falta de melhor e explicação plausivel.

No Twitter da Central 7311 podemos perceber o desabafo - que fazemos constar mais em baixo - onde afirmam ser falso que a manifestação comportasse somente 50 pessoas como noticiado. Disso mesmo demos conta no tempo certo em atualização no prolongamento da compilação da notícia da Lusa no Página Um, AQUI.

ALGUNS EXCERTOS SOBRE O TEMA EM CENTRAL 7311

“Mais de 300 pessoas manifestaram-se hoje, 2 de Abril, no Largo da Independência, em Luanda, pela LIBERDADE DE EXPRESSÃO em Angola.”

“De acordo com os promotores, e tal como podemos ver no video, mais de 300 pessoas juntaram-se hoje no Largo da Independência para exigir Liberdade de Expressão em Angola. Os manifestantes fizeram um cordão humano à volta de todo Largo da Independência, rodeando a estátua de Agostinho Neto, gritando “O povo unido jamais será vencido” e “Zedu fora!”.”

“Entre as muitas palavras de ordem e cantos de protesto que ainda se entoam neste momento no Largo da Independência, destacam-se duas reivindicações concretas que estão a ser dirigidas ao Governo: “Insistimos na imediata libertação do jornalista Armando Chicoca e na ilegalização da Lei das Tecnologias da Informação e Comunicações (TIC), que é claramente uma violação da privacidade e dos nossos direitos fundamentais“.”

"ATENÇÃO: Mais de 300 pessoas hoje no Largo da Independência. A notícia de que foram 50 é falsa, basta ver o video. Passem a mensagem#Angola 1 hour ago no TWITTER"

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Caiu da cadeira: A SEGUNDA QUEDA DE JOSÉ SÓCRATES ESTA SEMANA

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REDAÇÃO

Sócrates estatelou-se da cadeira no Forte do Estoril

José Sócrates caiu de uma cadeira, bateu com a cabeça no chão empedrado e foi substituído por Passos Coelho. Tudo o que se passou foi mantido em segredo, mas um serviçal que não recebe ordenado há três meses, entre os imensos que estão nessas condições no staff do governo, confidenciou o que aconteceu ao primeiro-ministro.

Há apenas algumas horas, Sócrates estava prestes a arranjar as unhas e a ler um jornal diário. Deixa-se cair para trás numa cadeira de lona, no Forte de Santo António - em São João do Estoril - que não suporta o balanço e se parte. Bate com a cabeça nas lages e sofre um hematoma cerebral, seguido de um acidente vascular: “Oh porra, que este gajo caiu duas vezes esta semana, uma do governo e outra, agora, da cadeira”, disse o médico do 112 que o foi assistir. Revelou a fonte.

A fonte refere ainda que enquanto o calista Augusto Hilário lavava as mãos, por causa do intenso cheiro a chulé dos pés de Sócrates, o acidente ocorreu. O pessoal interno e o calista logo acorreram para o ajudarem a soerguer-se. Foi então que o ditador se queixa de dores no corpo, na alma, no Freeport, outras... e no diploma falso.

Tanto quanto se sabe Sócrates caiu desamparado nas lages de pedra do terraço do forte, porque a cadeira estava desviada. Terá sido lançada ao mar num ataque de fúria do primeiro-ministro, que em raro momento de falar honestamente disse que era o que lhe apetecia fazer a todos que discordam dele.

Embora mal disposto Sócrates continua a andar por aí, a presidir aos atos governativos e dizer bacoradas.

Em conversa telefónica com Durão Barroso, sobre o lugar que irá ocupar a seguir a sair do governo confidenciou: "Não sei o que tenho mas sinto-me esquisito". Durão respondeu-lhe: “Já nasceste esquisito. É dos esquisitos que a cena internacional gosta, olha para mim. Desde que faças o que querem para lixar o povinho és bem-vindo.”

Apesar do secretismo sabe-se que foi diagnosticado a Sócrates “um hematoma intracraniano ou uma trombose cerebral, sendo operado brevemente, aproveitando os médicos nessa cirurgia para efetuarem transplantes de honestidade, democracia, justiça e humildade, para além de alguma inteligência básica por naquela cabeça não caber mais que isso.

No relatório do diagnóstico é referido que o corpo médico teme que Sócrates tenha contraído e represente "doença infecciosa" e que contagie a sociedade portuguesa ainda mais, que todos os portugueses comecem a gastar aquilo que não têm, armados em grandes, como ele tem feito. Contraindo dívidas que dificilmente poderão ser pagas, excepto com o couro do povinho.

Com veemência, desejamos rápidas pioras ao primeiro-ministro.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MANIFESTAÇÃO DAS GERAÇÕES À RASCA, TODOS OS PORTUGUESES

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MIL NÃO ADERE À MANIFESTAÇÃO DE 12 DE MARÇO

Recebemos do MIL o comunicado que publicamos a seguir, em que se distancia da anunciada manifestação nacional já conhecida pela “Geração à Rasca”, nela mostrando o MIL o seu maior e melhor conservadorismo, a que democráticamente tem todo o direito, como direito têm os que reprovam a sua posição, entre os quais o coletivo da Fábrica dos Blogues. Na verdade todas as gerações portuguesas estão à rasca, quase todos os portugueses – excepto os que continuam pactuando com a inércia e consentimento de acção de uma classe política incompetente, oportunista, corrupta e parasitária que tem conduzido o país e a população portuguesa para a miséria. Manifestemos pois, democráticamente, que estamos fartos e muito à rasca. - Redação FB

Sobre a Manifestação de 12 de Março: Comunicado do MIL

O MIL tem acompanhado a mobilização para a anunciada Manifestação de 12 de Março, que decorrerá em diversas cidades do país. Tendo começado por ser uma Manifestação da auto-proclamada “Geração à Rasca”, temos verificado que a ela se juntaram, entretanto, os mais díspares movimentos cívicos, inclusive alguns partidos políticos, aqueles que, mais oportunisticamente, estão sempre prontos para parasitar os legítimos descontentamentos sociais – isto, sublinhe-se, numa Manifestação que sempre se assumiu como “apartidária”.

Entretanto, chegaram apelos para que o MIL se junte a essa Manifestação, dando-lhe a sua caução – apelos bem intencionados, não questionamos isso. Estávamos de resto à espera que tal acontecesse – dado que o MIL é uma das instituições mais prestigiadas da sociedade civil, que tem merecido o apoio expresso de algumas das mais relevantes personalidades do nosso meio cultural e cívico, é natural que a caução do MIL seja vista, cada vez mais, como valiosa.

Após consulta a algumas dessas mais relevantes personalidades do nosso meio cultural e cívico que estão vinculadas ao MIL – desde logo, o nosso Presidente Honorário, o Doutor Fernando Nobre –, a Direcção do MIL entende, contudo, que não pode dar a sua caução institucional a uma Manifestação que, não obstante os seus legítimos e generosos propósitos iniciais, não assumiu um programa reivindicativo claro e coerente, deixando-se, por isso, como seria expectável, contaminar pelos mais contraditórios propósitos, inclusive o de “demitir toda a classe política”.

Estamos solidários com muitas das reivindicações que motivaram esta Manifestação. Desde que existe, o MIL tem denunciado o “beco sem saída” a que chegou Portugal – tendo apostado tudo na integração europeia, pagou, para isso, o preço de aniquilar grande parte do seu tecido produtivo. Mas, mais do que contestar, o MIL tem defendido o necessário horizonte de viragem: a progressiva aposta, sem que isso implique a saída da União Europeia, no espaço lusófono, com todo o seu potencial, inclusive económico, que não tem sido, Governo após Governo, minimamente aproveitado.

O MIL defende a Mudança – mas através de reformas, não de forma revolucionária. A “demissão de toda a classe política” levar-nos-ia apenas ao caos e à vacuidade – o que será atractivo para alguns, mas não para nós. Temos tido um discurso muito crítico quanto ao nosso sistema partidocrático – denunciando quer a falta de visão estratégica dos partidos que têm sustentando os sucessivos governos, quer a indigência dos nossos partidos da oposição (de que a anunciada “moção de censura” do Bloco de Esquerda é apenas mais um sinal). Mais do que isso, temos tido uma acção coerente com o nosso discurso – por isso, por exemplo, apoiámos a candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre: pela sua condição trans-partidária e pela sua sintonia com a nossa aposta na Convergência Lusófona.

O MIL não ficará, pois, jamais em “cima do muro”, antes reafirma o seu propósito de uma intervenção cívica cada vez mais empenhada, assumindo-se, nessa medida, com um dos porta-vozes mais representativos e responsáveis da nova geração, desta que, justamente, se assume “à rasca”. Declaramo-nos, nessa medida, desde já disponíveis para, em colaboração com outros movimentos cívicos, promovermos outras Manifestações contra a situação em que vivemos – mas apenas à luz de um programa reivindicativo claro e coerente, que não se deixe contaminar pelos mais contraditórios propósitos.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (http://www.movimentolusofono.org/)
(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)
O MIL: Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico, registado notarialmente no dia 15 de Outubro de 2010, que conta já com mais de 5 MIL adesões, de todos os países da CPLP. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países lusófonos – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
CONTACTOS: 967044286;
info@movimentolusofono.org
SEDE: Sociedade da Língua Portuguesa, Rua Mouzinho da Silveira, 23, 1250-166 Lisboa
NIB: 0036 0324 99100004336 09; IBAN: PT50 0036 0324 9910 0004 3360 9; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432
Para aderir ao MIL:
adesao@movimentolusofono.org (indicar: nome e área de residência)
Assembleia Geral: Miguel Real, Fernando Sacramento e Isabel Mendes Ferreira.
Conselho Fiscal: Carlos Vargas, Isabel Victor e Delmar Gonçalves.
Direcção: Renato Epifânio (Presidente), Rui Martins (Vice-Presidente), António José Borges, Eurico Ribeiro, José Pires F., Marcos Guedes e Maria Luísa Francisco.
Sócios Honorários: Adriano Moreira, António Braz Teixeira, António Gentil Martins, Elsa Rodrigues dos Santos, Fernando dos Santos Neves, Lauro Moreira, Manuel Ferreira Patrício, Pinharanda Gomes e Ximenes Belo.
Presidente Honorário: Fernando Nobre
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Jornalistas detidos de madrugada foram libertados - Director do Novo Jornal

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NME – LUSA

Luanda, 07 mar (Lusa) - A polícia angolana libertou os três jornalistas do Novo Jornal que tinham sido detidos durante a madrugada quando tentavam acompanhar uma manifestação anti-Governo em Luanda, disse à Lusa o diretor adjunto daquele semanário.

Gustavo Costa referiu que a informação lhe foi transmitida por Pedro Cardoso, um dos jornalistas detidos.

"Vou agora falar com eles para saber mais detalhes", acrescentou o diretor adjunto do Novo Jornal. (NME-LUSA)

“Falta de condições”
MANIFESTAÇÃO CONTRA O DITADOR SANTOS JÁ NÃO SE REALIZA

Ao contrário daquilo que foi anunciado em vários sites e veículado pela TSF, como fazemos referência mais em baixo, os organizadores da manifestação pacífica contra o regime ditatorial do MPLA-JES em vigor em Angola declarararm que hoje não existem condições para se manifestarem devido à repressão do regime sobre toda e qualquer concentração de angolanos. Os organizadores vincularam bem a “falta de condições” para se manifestarem.

Algumas embaixadas em Luanda estão fechadas, imensos angolanos não compareceram nos locais de trabalho nem saem de casa. Luanda é uma cidade temente da repressão que logo na primeira hora da madrugada se fez sentir sobre os que pretendiam pacíficamente manifestar-se. Um pouco por toda a parte de Angola o clima é de medo. Já esta madrugada o diretor adjunto do Novo Jornal fazia essa referência à TSF, enquanto procurava pelo paradeiro de 3 dos seus jornalistas, sem sucesso. Jornalistas que, como noticiamos, já foram libertados. (Redação da FB)
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JORNALISTAS DO "NOVO JORNAL" LIBERTADOS PELA POLÍCIA ANGOLANA

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RAPPER BRIGADEIRO E MAIS 20 ANGOLANOS CONTINUAM PRESOS

Segundo informações recolhidas pela TSF, os jornalistas do Novo Jornal foram libertados há minutos (10:00 horas). Continua a desconhecer-se o número exato de pessoas que foram capturadas pela polícia angolana na primeira hora de hoje em Luanda.

Além do número exato, que se estima sejam cerca de 20 pessoas, desconhece-se igualmente as suas identidades. Sabe-se somente que o rapper Brigadeiro, que atuou perante uma multidão na passada quarta-feira e pronunciou-se contra o regime de MPLA-Eduardo dos Santos, recebeu ordem de prisão quando se dirigia para o local de concentração da anunciada marcha pacífica contra a ditadura angolana.
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MARCHA DE CONTESTAÇÃO VAI REALIZAR-SE

Os organizadores e colaboradores da marcha pacífica de contestação ao regime ditatorial do MPLA-José Eduardo dos Santos têm feito constar em vários sites que a concentração para a realização da marcha foi alterada para as 2 horas da tarde em Luanda. Também a TSF fez exatamente essa referência no notíciário das 10:30 em Lisboa.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

AGORA JÁ PODEMOS COMPRAR NA ENSITEL !

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“A liberdade de expressão, as nossas opiniões, são constantemente ameaçadas pelos que detêm os poderes e acreditam reunir as condições que lhes permitem regressar à censura, incluindo na internet. É assim que publicamos a “história” de uma empresa que se vê protegida pelos tribunais numa tentativa de silenciar uma cliente descontente.”

Foi exatamente nestes termos que mais em baixo nos expressámos relativamente à atitude da ENSITEL, por processar judicialmente uma cliente descontente que veiculou o seu sentir e as suas opiniões no seu blogue pessoal sobre um desiderato com aquela empresa.

Na prosa de nossa responsabilidade lamentávamos o facto, tecemos criticas, condenámos a atitude da empresa. Ocorre que a ENSITEL reconsiderou e tomou o caminho certo: desistiu da acção judicial contra a referida cliente.

É disso que damos aqui conta através do i online. Queremos também enaltecer a atitude da ENSITEL. Se servimos para criticar, agora é hora de fazer o inverso. A ENSITEL acaba bem o ano, positivamente. Apetece parabenizá-la por retomar o caminho de uma empresa moderna e democrática, não uma “mercearia rasca”. Foi a melhor decisão para repor o seu bom nome.

Bem hajam todos os intervenientes e também a onda de solidariedade para com a liberdade de expressão dos internautas.

ENSITEL RETIRA PROCESSO CONTRA AUTORA DE BLOGUE

i ONLINE – LUSA – 21 dezembro 2010

A Ensitel anunciou hoje que retirou a ação judicial que tinha contra uma cibernauta que se queixou da empresa no seu blogue, gerando posteriormente acesas discussões em redes sociais como o Twitter ou o Facebook.

"Nos últimos dias temos ouvido as vossas opiniões. Nunca foi nossa intenção limitar a liberdade de expressão da Maria João Nogueira, mas apenas assegurar a defesa da nossa marca. Mas vemos agora que a nossa atitude não foi a mais adequada e por isso vamos retirar de imediato a ação judicial", refere comunicado divulgado na página Facebook da empresa.

No texto, assinado pelo responsável de vendas e serviço a clientes, Pedro Machado, a empresa assume responsabilidades pelas proporções tomadas pelo caso e garante que melhorará as formas de comunicação com os clientes.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

terça-feira, 23 de novembro de 2010

FÁBRICA DOS BLOGUES ESTÁ EM GREVE!

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SOLIDÁRIOS COM PORTUGAL E COM OS PORTUGUESES!

Solidários com Portugal e com todos os portugueses, entre os quais colegas da equipa da Fábrica dos Blogues, já anteriormente editamos um comunicado anunciando que iriamos aderir à GREVE GERAL EM PORTUGAL. Fazemos votos para que esta jornada de luta dos cidadãos portugueses produza os efeitos desejados e que se verifique o recuo das medidas drásticas do governo de José Sócrates contra o seu povo. Medidas que estão a provocar cada vez mais miséria à maioria dos portugueses e a acumulação de enormes fortunas para uns quantos.

Reeditamos o nosso comunicado:

FÁBRICA DOS BLOGUES

COMUNICADO

Todos os elementos da Fábrica dos Blogues em Portugal vão aderir à Greve Geral de amanhã, 24 de Novembro. Por solidariedade, os outros elementos constituintes da equipa, apesar de não se encontrarem em Portugal, nem serem portugueses, mas sim de outros países da lusofonia, vão igualmente aderir à Greve no que respeita à blogosfera, motivo pelo qual os blogues da Fábrica não serão atualizados das 00:00 às 24:00 horas (hora de Portugal Continental) do dia 24 de Novembro.

EM PORTUGAL, ADERE À GREVE GERAL!

NÃO É POSSIVEL FICAR ALHEIO A TANTO ATAQUE À VIDA E À DIGNIDADE DOS PORTUGUESES, DOS TRABALHADORES, DOS DESEMPREGADOS, DOS REFORMADOS E PENSIONISTAS, DAS CRIANÇAS E JOVENS PORTUGUESES!

EM PORTUGAL, ADERE À GREVE GERAL!
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FÁBRICA DOS BLOGUES ADERE À GREVE GERAL EM PORTUGAL

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FÁBRICA DOS BLOGUES

COMUNICADO

Todos os elementos da Fábrica dos Blogues em Portugal vão aderir à Greve Geral de amanhã, 24 de Novembro. Por solidariedade, os outros elementos constituintes da equipa, apesar de não se encontrarem em Portugal, nem serem portugueses, mas sim de outros países da lusofonia, vão igualmente aderir à Greve no que respeita à blogosfera, motivo pelo qual os blogues da Fábrica não serão atualizados das 00:00 às 24:00 horas (hora de Portugal Continental) do dia 24 de Novembro.

EM PORTUGAL, ADERE À GREVE GERAL!

NÃO É POSSIVEL FICAR ALHEIO A TANTO ATAQUE À VIDA E À DIGNIDADE DOS PORTUGUESES, DOS TRABALHADORES, DOS DESEMPREGADOS, DOS REFORMADOS E PENSIONISTAS, DAS CRIANÇAS E JOVENS PORTUGUESES!

EM PORTUGAL, ADERE À GREVE GERAL!
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CARTA ABERTA PELA CONTINUIDADE DOS PROGRAMAS "CONTACTO" DA RTPi

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PORTUGUESES NA DIÁSPORA
CONTRA A EXTINÇÃO DO "CONTACTO" DA RTPi

REDAÇÃO

RACIONALIZAÇÃO DE CUSTOS DA RTP DEVE COMEÇAR PELO TOPO E PELOS "AMIGOS"

Os programas Contacto que a RTP internacional vem apresentando e que são produzidos nos principais países onde existem grandes concentrações de portugueses emigrantes foram notificados de que dentro de cerca de três meses vão acabar e ser substituídos por formato diferente e certamente deslocado e mais pobre. Presume-se que a decisão da RTPi tenha que ver com a contenção de despesas.

Do que se sabe, a substituição dos Contactos por outro formato significa que a RTPi vai optar por produzir ela própria em Lisboa uma "coletânea" mal amanhada que nada tem que ver sobre a realidade das comunidades dos portugueses que estão na diáspora nos respectivos países, ao contrário do que agora acontece com os Contactos. Isto quer dizer que vão apresentar gato por lebre com o pretexto de reduzir custos de produção.

Se na verdade a RTP, no seu todo, está interessada em optar por uma política de poupança e se atira como gato a bofe a programas cujo custo nem é devidamente pago pela qualidade que vimos nos Contactos e em contrapartida mantém na grelha programas e profissionais altamente dispendiosos mas que concorrem para a estupidificação nacional, então temos que dizer que esta política não é nova e já tem barbas. Tantas ou mais quanto os programas "malatados" ou os das manhãs horribilis que quase todos os dias da semana nos dão por dose de veneno desde o Monte da Virgem, em Gaia. Muitos outros apêndices podem ser referidos como uma verdadeira estragação dos destinos das verbas para a produção e restantes sequências.

O que a RTP tem de fazer para racionalizar os imensos milhões que custa aos portugueses nada têm que ver com os Contactos mas sim com a Marechal Carmona e o Monte da Virgem. Tem que ver com os escandalosos vencimentos de certas "vedetas", de certas Girls e Boys, assim como das mordomias e gastos extraordinários com que determinadas pessoas em Lisboa e no Porto depauperam o que deve ser mais que objeto de poupança. Ainda devemos acrescentar uns quantos que por esse mundo fora, representando a RTP, auferem muito acima de 10 mil euros mensais e quase outro tanto em mordomias para quase nada produzirem. É sob esse prisma que os "poupadinhos" da RTP se devem debruçar e assim proceder aos cortes e poupanças que em muito suplantam aquilo que poderão poupar com os Contactos.

Exatamente porque as comunidades de portugueses que se encontram na diáspora por todo o mundo - principalmente os dos países onde são produzidos os programas Contactos da RTPi - não concordam com a decisão dos altos responsáveis da RTP em Lisboa, circula pela internet sob várias formas, também no Facebook, solicitações e alertas que visam levar a RTP a reconsiderar a sua péssima decisão de extinguir aqueles programas.

A propósito trazemos a Carta Aberta a Cavaco Silva de uma portuguesa na diáspora que solicita a atenção do PR e a continuidade dos programas CONTACTO.
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NÃO QUEREMOS O PROGRAMA "CONTACTO" NA RTPI CANCELADO!
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Carta aberta ao Presidente da República

Fall River, dia 11 de Novembro de 2010

Exmo. Senhor Presidente da República:

Gostaria de começar esta modesta carta por me apresentar; Eu sou uma emigrante Portuguesa de 31 anos que reside em Fall River, Massachusetts nos Estados Unidos da America (zona da Nova Inglaterra).

Sou nascida em Portugal e vim viver para os Estados Unidos com 20 anos, aqui tive dois filhos, uma menina de 6 anos e um menino de quase 3 anos de idade.Além de ser uma cidadã Portuguesa também sou Mãe, e sempre fiz questão de manter a minha lingua Natal viva, por isso sempre falei português em casa com os meus filhos, e hoje também eles falam português e se identificam como sendo Portugueses.

A razão desta carta é muito simples, no final da semana passada nós emigrantes recebemos uma noticia um tanto ou quanto DESANIMADORA. Foi-nos dado a conhecer que a RTPI ia cancelar os programas "Contactos" da sua emissão. Sendo o programa "Contact Nova Inglaterra" gravado aqui na nossa zona, foi com grande tristeza e revolta que a nossa comunidade Portuguesa recebeu essa noticia.Como emigrante e cidadã Portuguesa essa noticia também me trouxe a mim uma grande tristeza, porque não acho que os executivos que tomaram essa decisão tenham noção da importancia que este programa tem para as comunidades emigrantes Portuguesas de todo o mundo.

O programa " Contacto" foi sempre como uma ponte entre nós emigrantes e o nosso País Mãe-Portugal, foi uma maneira de ajudar a divulgar um sentimento de integração e orgulho pelo nosso belo Portugal. O orgulho que temos em manter as nossas tradições e o trabalho que fazemos para que os nossos filhos e netos tenham a oportunidade de conhecer, viver e sentir o que faz o nosso coração bater de verdade, bater de emoção e orgulho pela nossa Pátria. Este programa faz isso, este programa ajuda a manter a comunicação entre as Comunidades Portuguesas e Portugal; ajuda a mostrar que mesmo longe nós emigrantes respiramos e vivemos Portugal todos os dias e que tudo o que fazemos é com orgulho de sermos Portugueses.

O nosso Amor pela Pátria, pela língua, pelas tradições é demostrado sempre que nos unimos e fazemos as festas populares, organizamos e tocamos nas bandas de música e orgulhosamente marchamos pelas ruas das nossas cidades a representar o nosso País e as nossas organizações Portuguesas; ou quando dançamos nos nossos grupos folclóricos, ou representamos nos nossos grupos de teatro mostrando a todos o que de melhor a nossa cultura tem para oferecer entre tantas outras iniciativas que as nossas organizações se empenham em concretizar para que a nossa herança cultural nunca morra.

Exmo Senhor Presidente da nossa República, não deixe que uma decisão executiva acabe com mais uma das poucas maneiras que temos de divulgar o que de melhor fazemos no mundo inteiro para dar a conhecer a grandeza Portuguesa. Não existem palavras para descrever o que este programa significa para as comunidades Portuguesas de todo o mundo, não deixe que se construam paredes entre Portugal e as nossas Comunidades de Emigrantes; ajude-nos a construir pontes para que os laços de comunicação entre todas as comunidades Portuguesas espalhadas pelo Mundo se tornem mais FORTES.É com muito orgulho que nos dizemos Portugueses, e foi com muito sacrifio e trabalho que as nossas comunidades lutaram para para que se construissem bibliotecas, se criassem jornais, revistas, cursos de Português para que os nossos filhos e netos aprendessem a ler e a escrever na língua de Camões. E depois de tanta luta para abrir os caminhos de comunicação entre a nossa comunidade e os governos locais tendo como unico objectivo engrandecer a nossa cultura, é com muita tristeza que vemos decisões como esta a serem tomadas por aqueles que mais nos deviam apoiar e ajudar a manter a nossa lingua e cultura vivas.

É com uma enorme humildade que lhe peço Exmo Senhor Presidente, em meu nome, em nome dos meus filhos, familiares, amigos e conterrâneos que enterceda pelas nossas comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo inteiro. Que transmita os nossos sentimentos e defenda os nossos direitos junto daqueles que nos estão a querer fechar mais uma porta e a levantar mais uma parede para cortar o cordão umbilical no campo da comunicação que temos com a Pátria Mãe.

Sinceramente

Sandra França - Cidadã e Emigrante Portuguesa

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

O SALAZARINHO DA SILVA É ADEPTO DA LEI DA ROLHA

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Cavaco Silva afirma que não fala porque "existem palavras a mais na vida pública", foi surpreendente esta "tirada". O monge saca dos hábitos ultra conservadores e mostra-se uma vez mais adepto da Lei da Rolha, qual salazarinho das bandas das passas e dos figos que rebentam com a boca a quem os comer em demasia. Provavelmente para não falarem demais.

Portugal está falido e as responsabilidades vão direitinhas para estes políticos incapazes que há décadas esbanjam os recursos nacionais em políticas de sustentação das suas bases de apoio e dos seus pares que auferem mordomias e ordenados exorbitantes sem que o mereçam. Há mais de duas décadas, pelo menos, que assim acontece de um modo incomportável e Cavaco Silva, o denunciado salazarinho, também tem responsabilidades na qualidade de primeiro ministro do passado. Aliás, a última vez que manifestantes foram baleados por repressões policiais foi na vigência do "sultanato" de Cavaco Silva. Ainda hoje no Pragal, à beira da Ponte Sobre o Tejo, a 25 de Abril, está o resultado de uma vítima dessas acções repressivas, agarrado a uma cadeira de rodas por lhe terem afetado a coluna vertebral com uma bala. Triste passado que a memória curta da populaça trai e permite que gente deste jaez regresse à ribalta política.

Então, pela opinião deste PR, o melhor é não falarmos. Os ministros não devem de procurar esclarecer as dúvidas e questões postas pelos jornalistas ou outros interlocutores que depois possam informar. Cavaco quer o tabu completo. Quer o silêncio que é seu apanágio, dito na sua voz de falsete: "Não é o momento indicado para se falar nisso". O tempo está a voltar para trás. É o que se vê e mais ainda se pressente. A encarnação de Salazar mora em Belém. Um Salazar moderno, pseudo democrata, porque por enquanto em Portugal ainda há liberdade de expressão. Falta pouco para tudo voltar quase ao mesmo. Os sintomas, já a seguir. (Redação)

Presidente da República diz que "existem palavras a mais na vida pública" e não comenta eventual recurso a apoio europeu

VAM - LUSA

Lisboa, 15 nov (Lusa) - O Presidente da República escusou-se hoje a comentar as declarações do ministro das Finanças sobre o risco "elevado" de Portugal recorrer ao apoio financeiro da União Europeia, alegando que "já existem palavras a mais na vida pública".

"Já existem palavras a mais na vida pública portuguesa e eu não vou acrescentar mais nenhuma", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas, à entrada do jantar dos Prémios Gazeta, do Clube de Jornalistas, quando questionado sobre as declarações do ministro das Finanças.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou hoje que o risco de Portugal recorrer ao apoio financeiro da União Europeia "é elevado", por se tratar de um desafio à estabilidade da Zona Euro.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ANGOLA, 35 ANOS DE DITADURA E DE ROUBOS DA ELITE DO MPLA

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Rafael Marques

REDAÇÃO

Rafael Marques*, opositor do regime angolano, em entrevista à TSF, hoje, pelas 19 horas, a seguir ao noticiário, na rubrica “Pessoal e Intransmissível”, de Carlos Vaz Marques, fala sobre Angola e dos 35 anos de regime criminoso e ditatorial do MPLA-Eduardo dos Santos.

Ressalta da entrevista que está a ser promovida nos noticiários da TSF declarações de Rafael Marques onde considera a situação em Angola dominada por “um regime dedicado à pilhagem do país”, entre outros “mimos” que fundamenta ao longo de cerca de 40 minutos do programa.

Sobre Portugal e o conluio de políticos portugueses, presidências da república e governos, Rafael Marques faz declarações retumbantes que sabemos serem evidentes mas que nunca será demais escutar e ponderar para que assim também em Portugal possamos tomar consciência da baixeza dos escrúpulos desses mesmos políticos.

Hoje, 10 de Novembro, às 19 horas de Lisboa, na TSF.

*Quem é Rafael Marques

INICIATIVA ANTI-CORRUPÇÃO DE RAFAEL MARQUES

ZWELA ANGOLA NOTÍCIAS – PAULO SÉRGIO - Autor da Coluna, "Makas da Banda" – 10 Novembro 2010

Ponto Prévio: O activista de direitos humanos Rafael Marques voltou a “brincar” esta terça-feira à sociedade angolana com mais um interessante trabalho sobre os desvios dos fundos públicos no nosso país. A posição deste activista cívico foi tornada público alguns dias depois do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter manifestado o seu desagrado pelo trabalho do Tribuna de Contas. Por outro lado, o PR reconheceu que no seu governo existem maus gestores de cargos públicos.

O que é a Maka?

Maka é um substantivo em kimbundu cujo significado, em português, se refere a um problema delicado, complexo ou grave.

A presente iniciativa é dedicada, de forma específica, à luta anti-corrupção em Angola. De um modo geral, a iniciativa aborda a dinâmica da economia política de Angola, com particular realce para a promiscuidade entre o dever público e os interesses privados por parte dos altos funcionários do Estado, a exclusão económica e social e a violação dos direitos humanos para fins comerciais.

Angola é dotada de imensuráveis riquezas naturais e tem registado, nos últimos quatro anos, um impressionante crescimento económico. Todavia, a gestão desses recursos e do património do Estado, em geral, tem gerado mais injustiças políticas, sociais e económicas do que benefícios para a maioria da população angolana. Esta é a maka.

O Governo e a corrupção: As comissões de 1990 e 2009

De forma consistente, como ilustração, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, tem denunciado o fenómeno da corrupção como o pior mal da sociedade angolana. Na realidade, quanto mais o presidente fala sobre o assunto, maior é o domínio e a transparência dos actos de corrupção no seu governo, cujos maiores beneficiários, conforme constatação oficial, são os próprios dirigentes.

Em 1990, o Presidente da República, através do Despacho Presidencial N° 22/90, estabeleceu uma comissão interministerial para o estudo multidisciplinar sobre o fenómeno da corrupção em Angola, especialmente na administração pública e sector empresarial. Esse estudo, dirigido pelo então ministro da Justiça, Lázaro Dias, determinou como as principais formas de corrupção no país:

“O abuso de poder e outros excessos de autoridade em benefício próprio, traduzido em qualquer vantagem pessoal de ordem material (mormente monetária) ou espiritual;

O tráfico de influências pelos titulares dos poderes públicos para alcançar vantagens ou tutelar interesses pessoais e de sua família;

A fraudulenta gestão económico-financeira dos organismos do Estado, instituições públicas e empresas e bem assim das organizações de massas e sócio-profissionais, de que resulta a apropriação ilícita de bens (materiais e financeiros) do respectivo património;

A solicitação ou aceitação generalizada do suborno pelos funcionários responsáveis e empregados públicos como contrapartida, para a prática de um acto (lícitio ou ilícito) próprio das suas funções ou, mais grave ainda, fora da sua competência legal;Os desvios e o roubo desenfreado dos bens do Estado (…).”

O referido estudo asseverou que, “a corrupção favorece a injustiça social e a desigualdade real dos cidadãos, atentando, pois, contra os seus sagrados direitos, liberdades e garantias fundamentais.”

Face à espiral de corrupção, de abuso de poder e malbaratamento do património do Estado, desde o alcance da paz, em 2002, o presidente criou a 5 de Agosto de 2009, através do Despacho N.° 20/09, outra comissão para a elaboração e sistematização da legislação com vista a garantir uma conduta exemplar por parte dos servidores públicos, quer a nível profissional e político quer privado.

Avaliação das comissões

Importa tecer dois comentários sobre estes dois despachos presidenciais e os resultados esperados.

Primeiro, o relatório de 1990 observou a existência suficiente de leis e instituições para o combate à corrupção, e sublinhou que a quase-inoperância das mesmas devia-se a três principais causas:

O deficiente recrutamento de pessoal através do qual “agentes com senso de responsabilidade são misturados com o ‘lumpenato, quase sempre impune.”

A intangibilidade de certa classe da sociedade. Nesse ponto o relatório aludia aos dirigentes que comportam como intocáveis.

A esse propósito, o relatório destacou que quando os principais dirigentes abusam do seu poder, a coberto da impunidade, “não se pode esperar muito de níveis mais baixos, porque os honestos se sentem frustrados e os menos ou não honestos se sentem estimulados pelo comportamento dos de cima.”

Receio de represálias

De forma sábia, o relatório expôs uma fábula para descrever o receio prevalecente na sociedade sobre como atacar os principais promotores da corrupção ao mais alto nível da administração do Estado.

Segundo o fabulário em questão, um gato introduziu-se num armazém onde os ratos viviam tranquilamente. O gato realizou uma grande matança ao que obrigou os ratos sobreviventes “a convocar um conselho geral para debater a situação e encontrar soluções.”

“Muitas soluções foram aventadas e rejeitadas, até que foi entusiasticamente ovacionada uma: ‘atar um guizo ao pescoço do gato e assim com a deslocação do gato, pondo o guizo a tocar, os ratos, prevenidos, tinham tempo para se pôr a salvo.Mas, um rato velho, com a experiência dada pela idade, levantou-se e perguntou:

- ‘E quem vai atar o guizo ao pescoço do gato?’ A reunião terminou num silêncio sepucral.”

O segundo comentário atém-se à integridade moral, profissional e política dos membros das duas comissões. A comissão de 1990 era liderada pelo então ministro da Justiça, Lázaro Dias, cuja integridade moral e política se colocava acima de suspeitas. Essa comissão elaborou o seu trabalho num contexto institucional de genuína preocupação com o modus operandi do governo, face à transição para a democracia multipartidária.

Por sua vez, a comissão de 2009 enferma de um vício grave. É coordenada pelo Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso. Esse alto funcionário presidencial é proprietário da empresa Valleysoft, em cuja detém 71.25% das acções, e co-administrador da mesma.

Em 2008 a Valleysoft foi responsável pelo fornecimento de boletins de voto, a operação logística, distribuição, recolha e aprovisionamento dos kits eleitorais, durante as eleições legislativas. Frederico Cardoso teve um papel duplo nas eleições. Por um lado, geriu, como empresário privado e em contravenção a várias disposições da Lei Eleitoral, o manuseamento arbitrário dos kits eleitorais, em particular dos boletins de voto.

Por outro, como chefe de gabinete do então vice-presidente do MPLA e coordenador da campanha eleitoral do MPLA, Pitra Neto, foi instrumental na direcção da estratégia eleitoral e na garantia da vitória absoluta do MPLA, com 82% dos votos. Frederico Cardoso também concorreu às eleições e foi eleito deputado. Suspendeu o seu mandato para servir como chefe da Casa Civil do Presidente da República.

A nomeação de Frederico Cardoso para a coordenação da referida comissão revela apenas o nível de falência moral do Chefe de Estado e de Governo, José Eduardo dos Santos. Não há informação pública que indique a demissão de Frederico Cardoso do cargo de administrador da Valleysoft e do Grupo Ducard, a empresa mãe que também inclui a transportadora aérea Air 26 e a a companhia de prestação de serviços às multinacionais petrolíferas Ducard Energy.

Em Junho de 2008, o Presidente José Eduardo dos Santos reiterou a necessidade de se separar “claramente a actividade empresarial privada da actividade política e administrativa dos dirigentes e chefes que ocupam cargos no Governo e na administração pública em geral.” O presidente manifestou, assim, a urgência em se pôr cobro à prática dos dirigentes em usar os cargos públicos para servir os seus interesses privados. Todavia, a realidade demonstra que o presidente encoraja e dá cobertura a tais práticas e delas retira dividendos políticos, sociais e materiais para a manutenção do seu poder pessoal.

Por essa razão, é fundamental que a sociedade se engaje de forma pro-activa na fiscalização dos actos de governo de forma a garantir que este sirva o interesse público e não de um grupo de invidivíduos liderados pelo Presidente da República.

A Maka é uma resposta ao silêncio com que a sociedade, receosa ou cúmplice, reage ao saque e à destruição humana resultantes da acção dos dirigentes actuais e do comportamento venal da administração pública em geral.

A Maka se predispõe a “atar o guizo ao pescoço do gato.”

Porquê?

Porque nenhum angolano se deve sentir envergonhado ou temeroso de realizar uma boa acção ou defender uma causa justa para o bem comum da sociedade angolana.

Quem é Rafael Marques

Rafael Marques é um jornalista e pesquisador angolano, com especial interesse sobre a economia política de Angola e os direitos humanos. Em 2000, recebeu o distinto Percy Qoboza Award [prémio percy qoboza para a coragem exemplar] da Associação Nacional dos Jornalistas Negros dos Estados Unidos da América. Em 2006 venceu o Civil Courage Prize [prémio de coragem civil] da Train Foundation (EUA) pelas suas actividades em prol dos direitos humanos.

Tem vários relatórios publicados sobre a violação dos direitos humanos no sector diamantífero em Angola, incluindo A Colheita da Fome nas Áreas Diamantíferas (2008), Operação Kissonde: Os Diamantes da Miséria e da Humilhação (2006), e Lundas: As Pedras da Morte (2005), em co-autoria com Rui F Campos.

Malanjino, Rafael é Mestre em Estudos Africanos pela Universidade de Oxford. É formado em antropologia e jornalismo na Goldsmith, Universidade de Londres.

VER “O CASO RAFAEL MARQUES”

MAIS SOBRE RAFAEL MARQUES

Nota da redação da FB
Pedimos desculpa pelo terrível português que o Zwella Angola irresponsavelmente nos dá a desfrutar quase que permanentemente, sendo por esse facto que não usamos como desejávamos a prática de compilações da publicação. Lamentável, porque possui conteúdos de bastante interesse. Aos responsáveis e trabalhadores do Zwella, também pedimos desculpa pela franqueza mas consideramos que isto não minimiza a importância que tem o seu trabalho jornalístico mas sim que faz reparo a quem não usa o corretor de português para que o descalabro seja evitado. Afinal o que pretendemos é que esta nossa nota seja adequadamente considerada um reparo construtivo que melhore a publicação de tanto interesse do Zwella Angola.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Repressão sobre saauris - MOHAMED VI, O REI ASSASSINO DE MARROCOS

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REDAÇÃO

As tropas de Mohamed VI, o rei assassino de Marrocos, fizeram um número indeterminado de vítimas mortais e centenas de feridos num acampamento com dezenas de milhares de saauris.

Cumprindo o seu perfil de assassino e de mentiroso, Mohamed, os seus seguidores, a polícia e o seu exército, desmentiram que tivessem assassinado saauris, mas é a própria ONU que veio confirmar a realidade, anunciando um número indeterminado de vitimas mortais e de centenas de feridos, alguns que acabarão por vir a falecer devido à gravidade dos seus ferimentos.

Não bastava a ilegalidade que o reino de terror de Mohamed VI exerce sobre o seu povo e o povo do território saauri ocupado para também agora vir com o maior dos descaramentos afirmar que Marrocos cumpre os direitos humanos - como o disse a sua embaixadora à TSF - e que no referido acampamento de saauris as suas forças de repressão não tinham causado mortes.

Como sempre a ONU age em conformidade com as políticas de potenciais assassinos, obedecendo às ordens das vontades dos EUA e de outros países vulgarmente chamados de aliados e que habitualmente se encontram com os seus exércitos nas maiores barbáries conhecidas pela história moderna, como é o caso do Iraque ou do Afeganistão. A Grã-Bretanha, a Austrália, a Alemanha, a França, a Itália e até a insignificância de Portugal, entre poucos mais, dão permanentemente cobertura à sanha assassina das potências ocidentais, arrastando atrás de si outros países dependentes que na ONU votam sempre favoravelmente às políticas norte americanas e inglesas. Por essa razão o rei assassino Mohamed faz o que quer no território saauri que ilegalmente ocupa. Incluindo chacinas como as de hoje.

Segue-se um compilado de notícias sobre a barbárie Mohamedista do rei VI, assassino como o pai e outros seus antecessores.

Redação - Fim

Ativista Aminatu Haidar considera situação "verdadeiramente preocupante" no El Aaiun, Saara Ocidental

Lisboa, 08 nov (Lusa) - A ativista saaraui Aminatu Haidar defendeu hoje em Lisboa que a situação em El Aaiun é "verdadeiramente preocupante" na sequência da destruição por Marrocos de um acampamento de cerca de 25 mil saarauis.

Aminatu Haidar afirmou que, de momento, desconhece "números" sobre eventuais vítimas mortais ou feridos resultantes desta ação das autoridades marroquinas, que considerou "selvática e brutal".

Cerca de 25 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, instalaram-se em tendas a 09 de outubro nos arredores de El Aaiun, capital do Saara Ocidental, para protestar contra «a deterioração» das condições de vida e exigir «empregos e habitações».

"Quero sensibilizar a sociedade e o governo portugueses para a gravidade da situação nos territórios ocupados do Saara Ocidental controlados por Marrocos", afirmou a ativista, que se encontra em Portugal para receber uma medalha em Coimbra e para agradecer o apoio que recebeu quando esteve em greve de fome há cerca de um ano.

Haidar também apelou ao governo português, sublinhando o fato de Portugal ser agora membro do Conselho de Segurança da ONU, para "agir" e "salvar a vida a milhares de saarauis" que apenas pediram para que "o seu direito à autodeterminação fosse respeitado".

Questionada sobre as negociações de paz para o Saara Ocidental entre Marrocos e a Frente Polisário sob mediação da ONU, que poderão começar a curto prazo em Nova Iorque, a ativista afirmou "não esperar muito".

Uma reunião informal para tentar retomar as negociações deverá realizar-se hoje em Nova Iorque.

"Marrocos tem de começar a respeitar os direitos humanos", afirmou a ativista que acusou a França de bloquear o processo de paz no Saara Ocidental pelo apoio que dá a Marrocos.

O Governo marroquino assegurou hoje que a ação de desmantelamento do acampamento de Gdaim Izik, perto de El Aaiun, decorreu "dentro da legalidade", tendo-se registado "alguns feridos dos dois lados".

De acordo com fontes da Frente Polisário, a intervenção das forças marroquinas causou «milhares de baixas».

MC.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Polícia marroquina nega morte de civis nos confrontos de El Aaiún

Rabat, 08 nov (Lusa) - A polícia marroquina negou que tenham sido mortos civis durante os confrontos entre as forças de segurança e os sarauís que ocorreram hoje em El Aaiún, no Saara Ocidental, depois do desmantelamento do acampamento de protesto de Gdaim Izik.

Em declarações à agência oficial MAP, o responsável da polícia de El Aaiún, Mohamed Djisi, afirmou que a intervenção das forças marroquinas para acabar com os distúrbios na cidade "não causou mortes entre os civis", apesar de "vários membros das forças de segurança terem ficado feridos".

Djisi disse ainda que a intervenção policial aconteceu para "pôr fim aos atos de vandalismo de um grupo de perseguidos pela justiça" e explicou que foi supervisionada pelas autoridades judiciais.

De acordo com o responsável, "os atos de vandalismo foram cometidos por pessoas específicas, impulsionadas pelos inimigos da integridade territorial" de Marrocos.

Os distúrbios ocorreram na sequência do desmantelamento do acampamento de protesto de Gdaim Izik e provocaram, segundo fontes oficiais, a morte de um membro das forças auxiliares, de um polícia e de um elemento da proteção civil, além de 70 feridos.

O diretor regional de saúde da zona, Mohamed Buhmiya, explicou que entre os feridos estão três polícias, que se encontram em estado grave e que entraram no hospital Mulay Al Hasan Ben Al Mehdi, de El Aaiún.

No entanto, fontes sarauís garantiram à agência espanhola Efe que o número de mortos é mais elevado e que, entre eles, se encontra pelo menos um civil.

ND.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

ONU confirma vítimas mortais e pede contenção

Nova Iorque, 08 nov (Lusa) - As Nações Unidas confirmaram hoje que a destruição por Marrocos de um acampamento de cerca de 25 mil saarauis causou um número indeterminado de mortos e pediram "contenção" às partes envolvidas.

"Segundo todos os relatos, e para nossa profunda consternação, há um número indeterminado de mortos e feridos", disse hoje o porta-voz do secretário-geral da ONU, Martin Nesirky.

O porta-voz adiantou haver informações "imprecisas e contraditórias" sobre a razão da operação, nível de força empregue e reação dos habitantes no campo, bem como em relação ao número de baixas entre manifestantes e forças de segurança.

O conflito resultou da intervenção das forças marroquinas para desmantelar um acampamento de protesto nos arredores de El Aaiun, principal cidade do Saara Ocidental.

O Governo marroquino assegurou hoje que a ação de desmantelamento do acampamento de Gdaim Izik, perto de El Aaiun, decorreu "dentro da legalidade".

Segundo as autoridades marroquinas, a intervenção saldou-se na morte de três pessoas, dois polícias e um bombeiro marroquinos. A mesma fonte deu conta de 70 feridos, sem precisar se são membros das forças de segurança ou saarauís.

De acordo com fontes da Frente Polisário, a intervenção das forças marroquinas causou "milhares de baixas".

"Apelamos a todas as partes envolvidas para exercerem a maior contenção nas próximas horas e dias", disse Martin Nesirky.

O governo marroquino e os independentistas da Frente Polisário deveriam juntar-se hoje para o primeiro de dois dias da terceira ronda de conversações informais, em Long Island, Nova Iorque, sob a égide das Nações Unidas.

O representante da Frente Polisário na ONU, Ahmed Boujari, já veio publicamente acusar Marrocos de orquestrar o ataque de forma deliberada para sabotar as negociações.

"É altamente infeliz que esta operação e os eventos subsequentes venham afetar a atmosfera em que estas conversações se desenrolam", disse o porta-voz de Ban Ki-moon.

A ativista saaraui Aminatu Haidar defendeu hoje em Lisboa que a situação em El Aaiun é "verdadeiramente preocupante", qualificando a ação das autoridades marroquinas, de "selvática e brutal".

Cerca de 25 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, instalaram-se em tendas a 09 de outubro nos arredores de El Aaiun, capital do Saara Ocidental, para protestar contra "a deterioração" das condições de vida e exigir "empregos e habitações".

PDF/MC

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

domingo, 19 de setembro de 2010

CASA CIVIL DE LULA É UM CANCRO BRASILEIRO

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Por via de várias fontes credíveis temos conseguido referências de desprimor da Casa Civil do presidente Lula da Silva e estamos preparando conteúdos que vão de encontro à confirmação certamente justificável desse desprimor. Lamentável que o presidente Lula não tome uma posição transparente e frontal relativamente ao cancro que é apontado em sua Casa Civil.

Quando consideramos a credibilidade das nossas fontes devemos acrescentar que são da área do PT. Pessoas que indignadas, com mágoa e tementes de formação insolucionável de um gigantesco polvo de corrupção e crimes vários está veiculando suas opiniões e denúncias na esperança de que algo de positivo, também no interior do PT, reponha a legalidade naquilo que consideram o assalto de petistas desonestos à instituição presidência da república.

A propósito, recorremos a um editorial da Folha de São Paulo que aborda questões pertinentes, já conhecidas mas que queremos rememorar. – Redação FB

MALES A EXTIRPAR

FOLHA DE SÃO PAULO, editorial – 15 setembro 2010

Enquanto Dilma Rousseff revela traço de personalidade inadequado à função a que aspira, presidente Lula dá lições antidemocráticas

Ao dispensar à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, o tratamento de"ex-assessora" e referir-se às revelações sobre tráfico de influênciano âmbito da pasta como um episódio longínquo, quase de outro planeta, a candidata Dilma Rousseff expôs um traço de sua personalidade nada recomendável a quem pleiteia a Presidência.

Erenice Guerra, como se sabe, foi colaboradora íntima, o braço direito da postulante petista no período em que ela esteve investida das funções de ministra de Estado. Consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia, recebeu de Dilma o convite para a Secretaria Executiva da Casa Civil e obteve seu endosso para substituí-la num dos mais importantes ministérios da República.

As atividades suspeitas de membros da família Guerra e da própria ministra, que escalou um "laranja" para ocultar sua participação numa empresa, antecedem o momento em que Dilma deixou o cargo. É uma estratégia evasiva, para não dizer covarde, a candidata pretender agora eximir-se de responsabilidades.

Se é fato que nada, até aqui, demonstra a participação da criatura de Lula em esquemas para arrancar comissões de empresas interessadas em fazer negócios com o governo, é impossível ignorar seu papel de fiadora da atual titular da pasta. É uma farsa tratar Erenice Guerra como uma funcionária mais ou menos obscura que, longe da vista da chefe, se viu ludibriada por um filho afoito.

A reação de Dilma não é inédita. Ela repete a atitude do presidente à época do escândalo do mensalão, quando recorria ao famigerado bordão "eu não sabia" a cada novidade estampada nas páginas dos jornais. Como se sabe, foi a mesma Casa Civil, nas adjacências da sala presidencial, o gabinete onde se urdiram as tramas que levaram ao afastamento doministro José Dirceu -o "chefe da quadrilha", no dizer do Procurador Geral da República.

Diante das notícias negativas e dos questionamentos, os donos do poder reagem como de hábito: esquivam-se das perguntas, atacam a imprensa e comportam-se como se tudo não passasse de um complô que os dispensaria de dar explicações aos eleitores.

Essa concepção tosca, senão autoritária, das relações entre Estado e sociedade produziu anteontem uma nova pérola em discurso do chefe do Estado - ou melhor -, do cabo eleitoral petista, papel do qual não se afasta em nenhum momento. Lula considerou que é preciso "extirpar" o DEM da política brasileira. Compreende-se que o mandatário guarde ressentimento da declaração do ex-senador Jorge Bornhausen, em 2005, sobre a perspectiva de o Brasil ver-se livre da "raça" petista em decorrência do mensalão.

Se a opinião de Bornhausen foi condenável, a de Lula é inconcebível. É chocante que o presidente, num regime democrático, manifeste o desejo de eliminar um partido político. Por mais que desgoste das teses do antigo PFL, se tivesse atingido um mínimo de compreensão acerca do funcionamento da democracia Lula deveria ser o primeiro a zelar pela pluralidade de opiniões e agremiações partidárias.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

TÍTULO DO EXTRA ONLINE MUDOU PARA PÁGINA UM


FÁBRICA RECUPERA TÍTULO DE PREFERÊNCIA

COMUNICAMOS AOS POUCOS LEITORES QUE VISITAVAM O BLOGUE DA FÁBRICA COM O TÍTULO EXTRA ONLINE QUE O ALTERÁMOS PARA PÁGINA UM.

TAMBÉM FOI ALTERADO O ENDEREÇO, QUE PASSOU A SER http://pagina--um.blogspot.com/

AS RAZÕES DA ALTERAÇÃO DEVEM-SE A RECUPERAR OS TÍTULOS QUE CONSIDERAMOS HISTÓRICOS E QUE PERTENCIAM À EXTINTA FÁBRICA DOS BLOGS, QUE GOSTARIAMOS DE VIR A SUBSTITUIR COM O MESMO DESEMPENHO E SUCESSO QUE AQUELA OBTEVE.

AGRADECEMOS A VOSSA VISITA E PEDIMOS DESCULPA PELA ALTERAÇÃO CAUSADA PELAS NOSSAS PREFERÊNCIAS, QUE ESPERAMOS QUE TAMBÉM VOS AGRADE.

VISITEM O PÁGINA UM