segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ONU APELA A CONSENSO NA GUINÉ-BISSAU


ONU apela para um consenso interno sobre missão de estabilização

ANGOLA PRESS

Bissau - O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, apelou domingo para que os guineenses trabalhem para um consenso interno sobre uma missão de estabilização do país, recomendada pela comunidade internacional "há muito tempo".

Joseph Mutaboba, que regressou domingo a Bissau após uma ausência de cerca de um mes, falava a jornalistas depois de uma audiência de trabalho com o Primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, que, segundo fonte do seu gabinete, parte de madrugada para uma visita particular à Portugal.

"O que eu posso dizer, é que não se trata de uma coisa nova. Não podemos esquecer que faz tempo que andamos a falar desse assunto. Falou-se da ECOMOG, também essa possibilidade foi falada na cimeira da CEDEAO em Abuja (Nigeria). Hoje se fala disso como se fosse uma novidade. Não é assim", disse Mutaboba.

O representante de Ban Ki-Moon na Guiné-Bissau afirmou que do ponto de vista das Nações Unidas e da comunidade internacional, o que se pretende é ajudar o país a encontrar a paz e a estabilidade.

"A opinião da ONU é que tudo que é bom para a Guiné-Bissau, para trazer a estabilidade e a segurança e a estabilidade politica é bem-vindo", defendeu Joseph Mutaboba, sublinhando, no entanto, que os guineenses deviam deixar de lado os interesses particulares na apreciação da possibilidade da vinda de uma missão de estabilização.

"O que devemos ter em conta é que no final de tudo as pessoas devem deixar de lado os interesses pessoais, os interesses de grupos, partidos políticos ou de uma tendência e privilegiar os interesses do país", observou o diplomata da ONU.

"Não se pode continuar com a divisão, separação e a trabalhar com base nos interesses individuais. Temos que ver as coisas na perspetiva de 1,6 milhões de habitantes da Guiné-Bissau. Cada guineense conta", frisou Joseph Mutaboba.

"Deve-se pensar sempre naquilo que é a vontade dos cidadãos da Guiné-Bissau.

É preciso trabalhar para acabar com a fome, porque há fome, acabar com a doença e com a pobreza. É isso que conta. O interesse de todos os guineenses e não os interesses dos indivíduos.

Sem comentários: