sábado, 30 de outubro de 2010

HORA DE INVERNO - Relógios atrasam uma hora na madrugada de domingo

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DESTAK – LUSA

Os portugueses vão poder dormir mais uma hora na madrugada de domingo, devido aos relógios atrasarem uma hora quando forem 02:00 em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, dando início à hora de inverno.

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 01:00 da madrugada de domingo, passando para a meia noite, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa.

“Toda a atividade anda à volta das horas de sol, sendo por isso que existem os ajustes horários”, explicou o professor Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa, adiantando que “Portugal não pode ter a mesma hora que a Rússia ou os restantes países da Europa central”.

Só da “longitude da Covilhã para o interior” é que Portugal tem uma aproximação da hora zero, em relação ao meridiano de Greenwich, “o resto do território continental já está no fuso horário menos um”, precisou à agência Lusa o professor.

No caso da Madeira “já está no limite do fuso menos um”, e as “ilhas dos Açores estão no fuso menos dois”, daí a diferença horária existente para o arquipélago mais distante do continente, acrescentou.

“Para termos uma hora de relógio o mais próximo possível da hora de sol, Portugal devia ter a hora menos um, em relação ao meridiano de Greenwich”, no caso do continente, reforçou o investigador.

No entanto, por “questões políticas, desde o início do século XX e devido às ligações comerciais e culturais com a Europa, Portugal adotou aproximar a sua hora à hora zero de Greenwich”, adiantou o professor.

O investigador explicou que a “Europa central adotou a hora de mais um, em relação a Greenwich”, e que seria “mais incomodativo para Portugal se tivesse a mesma hora que o resto da Europa”, porque “as pessoas andariam desreguladas em relação ao sol”.

O Governo adotou para Portugal continental e Madeira, nos anos 90, a mesma hora que a Europa central, igual a Bruxelas, mas o “impacto sobre a vida pública era terrível”, com o aumento de acidentes de viação e de trabalho, as crianças a renderem menos nas escolas e tudo porque as pessoas estavam com problemas de despertar, contou o professor.
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