domingo, 9 de janeiro de 2011

NOBRE VALORIZA NÃO TER APOIO DE PARTIDOS POLÍTICOS

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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM PORTUGAL

APN - LUSA

Viana do Castelo, 09 jan (Lusa) - O candidato presidencial Fernando Nobre procurou valorizar hoje o facto de não ter apoios partidários, afirmando ser um "ator novo" necessário para uma rutura com os "grandes profissionais da política" que responsabilizou pela situação atual.

"Não tem problema nenhum [não ter apoio de partidos], antes pelo contrário", disse o candidato aos jornalistas enquanto visitava a feira de Meadela, em Viana do Castelo, acrescentando que não é "comprometido" com o que se passou de "negativo" nas últimas décadas.

Em momentos cruciais da história portuguesa, da batalha de Aljubarrota ao 25 de Abril, "Portugal sempre soube reagir, mas com atores novos", afirmou.

"Os portugueses vão entender que desta vez têm escolha: entre mais do mesmo que nos conduziu até aqui e que são responsáveis e entre um cidadão livre, independente, de mãos livres e que vai mudar Portugal com todos os portugueses", afirmou ainda Fernando Nobre perante algumas dezenas de apoiantes.

Para trás, o candidato vê "décadas de pessoas aparentemente competentes e grandes profissionais da política e dos corredores do poder que nos conduziram onde estamos".

Aproveitando as palavras de Guerra Junqueiro, cujo texto "Pátria", de 1896, foi lido como mote para a campanha oficial que hoje começou, Fernando Nobre afirmou que o país está "na choldra" tal como há mais de cem anos.

Fernando Nobre insistiu na necessidade de combater a "injustiça social gritante" e a "vergonha que é a nossa pobreza".

"Não há nenhum fatalismo lusitano que a isso nos obrigue permanentemente", afirmou, garantindo que se for eleito, "Portugal vai mudar".

O candidato afirmou apresentar-se na corrida a Belém "para recomeçar tudo o que falhou, sem radicalismos e sem excluir ninguém", referindo não ter "a mínima dúvida" de que será eleito "à primeira ou à segunda volta".

No contacto com os feirantes da Meadela, Fernando Nobre ouviu muitas queixas de falta de compradores mas poucas garantias de votos.

"Já tenho candidato mas não sei se irei votar, estou muito desiludida com isto tudo", disse uma feirante ao candidato.

Uma outra ouviu o candidato dizer que é preciso o povo português "levantar-se" para mudar a sua situação mas depois, aos jornalistas, admitiu que Nobre "infelizmente não tem hipótese" de chegar a Belém.

O candidato ouviu e fez questão de dizer que é preciso "parar com a ideia de que a eleição já está ganha, porque isso não valoriza a democracia".

"Os portugueses é que votam e no dia 23 vamos surpreender", afirmou, antes de conversar com um outro feirante que lhe elogiou a honestidade e lhe garantiu o seu voto, "em princípio".

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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