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sábado, 26 de fevereiro de 2011

O PLANO DA OTAN É OCUPAR A LÍBIA

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GRANMA

O petróleo se converteu na riqueza principal, nas mãos das grandes multinacionais ianques; através dessa energia dispuseram de um instrumento que acrescentou consideravelmente seu poder político no mundo. Foi sua arma principal quando quiseram liquidar facilmente a Revolução cubana, mal se promulgaram as primeiras leis justas e soberanas em nossa Pátria: privá-la do petróleo.

Alicerçada nessa fonte de energia teve seu desenvolvimento a civilização atual. A Venezuela foi a nação deste hemisfério que maior preço pagou. Os Estados Unidos se tornaram nos donos das enormes jazidas com a que a natureza dotou esse irmão país.

Ao finalizar a Segunda Guerra Mundial, começou a extrair maiores volumes de petróleo das jazidas do Irã, bem como das da Arábia Saudita, Iraque e os países árabes situados em torno destes países. Estes passaram a ser os fornecedores principais. O consumo mundial foi se elevando até a quantia fabulosa de aproximadamente 80 milhões de barris diários, incluídos os que são extraídos do território dos Estados Unidos, aos que posteriormente se somaram o gás, a energia hidráulica e a nuclear. Até começos do século 20, o carvão tinha sido a fonte fundamental de energia, que tornou possível o desenvolvimento industrial, antes que se produzissem bilhões de carros e de motores consumidores de combustível líquido.

O esbanjamento do petróleo e do gás é associado a uma das maiores tragédias, ainda não resolvido no absoluto, que a humanidade está sofrendo: a mudança climática.

Quando a nossa Revolução triunfou, Argélia, Líbia e Egito ainda não eram produtores de petróleo e boa parte das quantiosas reservas da Arábia Saudita, Irã, Iraque e os Emirados Árabes, ainda estavam por serem descobertas.

Em dezembro de 1951, Líbia se converteu no primeiro país africano a atingir a independência, depois da Segunda Guerra Mundial, tendo sido seu território palco de importantes combates entre as tropas alemãs e as do Reino Unido, que deram fama aos generais Erwin Rommel e Bernard L. Montgomery.

Mais de 95% do território líbio é desértico. A tecnologia permitiu descobrir importantes jazidas de petróleo leve, de excelente qualidade, que hoje atingem 1,8 milhão de barris diários e abundantes depósitos de gás natural. Essa riqueza lhe permitiu atingir uma expectativa de vida que chega quase aos 75 anos, e o mais alto ingresso per capita da África. Seu rigoroso deserto é situado acima de um enorme lago de água fóssil, equivalente a mais de três vezes a superfície de Cuba, questão que lhe permitiu construir uma ampla rede de tubagens condutoras de água doce que se estende pelo país todo.

A Líbia, que tinha um milhão de habitantes ao atingir a independência, hoje conta com algo mais de seis milhões.

A Revolução líbia teve lugar no mês de setembro do ano 1969. Seu líder principal foi Muammar al-Khadafi, militar de origem beduína, quem ainda muito jovem se inspirou nas ideias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser. Sem dúvida, muitas de suas decisões estão associadas às mudanças que se produziram na altura em que, tal como no Egito, uma monarquia fraca e corrupta foi derrocada na Líbia.

Os habitantes desse país têm tradições guerreiras milenares. Fala-se que os antigos líbios fizeram parte do exército de Aníbal quando este esteve prestes a liquidar a antiga Roma com a força que cruzou os Alpes.

Pode-se ou não concordar com Khadafi. O mundo foi invadido por todo o tipo de notícias, empregando, especialmente, a mídia. Será preciso esperar o tempo necessário para conhecermos com rigor, o quanto há de verdade ou mentira. Ou uma mistura de fatos de todo tipo que, em meio do caos, se produziram na Líbia. O que para mim se torna evidente é que ao governo dos Estados Unidos não lhe preocupa minimamente a paz na Líbia e não vacilará na hora de dar à OTAN a ordem de invadir esse rico país, talvez em questão de horas ou em breves dias.

Aqueles que com pérfidas intenções inventaram a mentira de que Khadafi se dirigia à Venezuela, tal como fizeram na tarde de domingo 20 de fevereiro, receberam hoje uma digna resposta do ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, quando expressou textualmente que "fazia votos porque o povo líbio encontre, no exercício de sua soberania, uma solução pacífica a suas dificuldades, que preserve a integridade do povo e da nação líbia, sem a ingerência do imperialismo..."

Da minha parte, não imagino o líder líbio abandonando o país, eludindo as responsabilidades que lhe imputam, sejam ou não falsas em parte ou na totalidade.

Uma pessoa honesta sempre reagirá contra qualquer injustiça que seja cometida contra qualquer povo do mundo, e o pior disso, neste instante, seria guardar silêncio diante do crime que a OTAN se prepara para cometer contra o povo líbio.

A chefia dessa organização bélica quer fazê-lo com urgência. É preciso denunciar isso!

Fidel Castro Ruz - 21 de fevereiro de 2011
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1 comentário:

Anónimo disse...

LÍBIA “INVADIDA” A PARTIR DO EGIPTO E DA TUNÍSIA.

1 ) As revoltas no Egipto e na Tunísia, a leste e a oeste da Líbia, estão a propiciar que o campo de manobra conseguido se estenda particularmente na direcção do “fulcro” petrolífero e de gás que constitui a Líbia, ou seja, em direcção a Tripoli.

2 ) Também essa geo estratégia corrobora o facto de que os acontecimentos na Tunísia e no Egipto seguiram a “ementa” da revolta, para que não houvesse uma verdadeira revolução, para fins muito lucrativos, desde a garantia das rotas de petróleo à tomada dos poços de petróleo e gás líbios, bem como a garantia do domínio sobre a água existente debaixo do deserto desse país.

3 ) No Iraque, Bush e os seus aliados da OTAN foram brutais, criminosos, mas agora que as correcções de James Baker e George Soros foram introduzidas, em nome dos “direitos humanos” e dos eventuais erros acumulados por Kadhafi, é possível as “ementas” interligadas da Tunísia, do Egipto “com fecho” agora na Líbia, conforme é denunciado por Fidel com toda a lucidez.

4 ) As garras dos grandes falcões esão agora de fora, prontas a actuar.

5 ) A outra parte do Magrebe não terá os mesmos incidentes: a Argélia funcionará como uma “almofada amortecedora” dos impactos das “revoluções coloridas”, para que tudo se passe a favor do Rei de Marrocos e para que a Ibéria, ou seja o flanco sudoeste da NATO, não venha a sofrer contágio imediato…

6 ) Tudo se passa explorando a espiral em torno do Médio Oriente, para que a outra parte da reserva petrolífera, aquela que abrange os Golfos do México (com a Venezuela em primeiro plano), o pré sal brasileiro e o Golfo da Guiné (sobretudo a Nigéria e a suculenta presa que é Angola) fique para depois!…

7 )Assim sendo é evidente a geo estratégia da rapina imperialista: primeiro as nações árabes cujo petróleo e gás se vão esgotando, depois as nações latinas da América e da África Ocidental ao sul do Sahara, cujo petróleo e gás ainda não alcançaram o “pico de Hubbert”!…

Martinho Júnior

Luanda

22 Febrero 2011 a las 7:19


http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2011/02/22/el-plan-de-la-otan-es-ocupar-libia/