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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sakala denuncia manipulação de entrevista que lhe é atribuída pela RNA

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CLUBE K

Luanda - O Secretario dos Assuntos Internacionais da UNITA, Alcides Sakala tornou publico uma nota de imprensa para reafirmar as posições do seu partido face a conjuntura actual e a problemática das manifestações. O mesmo esclarece o teor de uma entrevista dada a RNA que terá sido manipulada e usada por todos os órgãos de comunicação do governo.

A atitude dos defensores da ditadura é irreversível

Nota de imprensa - Luanda, 24 de Fevereiro de 2011

Face às notícias que me são atribuídas, divulgadas pela Rádio Nacional de Angola ao longo do dia 22 do corrente, condenando “manifestações que conduzam a desordem”, cumpre-me esclarecer o seguinte:

1. O extracto do pronunciamento divulgado foi tendenciosamente retirado do contexto de uma longa e rara entrevista que não solicitei.

2. Apoiamos e encorajamos todas as formas de luta democrática, constitucionalmente consagradas, desde a greve de fome à manifestações pacíficas para reivindicar direitos políticos e sociais consagrados por lei. Apelamos que elas se realizem com discernimento no quadro da ordem democrática.

3. As greves, as marchas e as manifestações são formas legítimas de luta que os angolanos têm utilizado contra as diversas ditaduras que ocuparam a Cidade Alta no século passado, antes e depois da declaração da independência.

4. Trinta e cinco anos depois da independência, os angolanos continuam vítimas de exclusão social e de intolerância política, que se manifestam através da negação selectiva do direito à liberdade, à educação de qualidade, ao acesso igual à cargos públicos, ao salário justo, à habitação e à plena cidadania; manifestam-se ainda através de prisões arbitrárias, sequestros e assassinatos políticos selectivos, praticados ou promovidos pelas autoridades públicas.

5. A UNITA vem denunciando e protestando sistematicamente contra estes atentados à vida, à liberdade e à dignidade humana. Utilizamos todos os meios pacíficos para repudiar e combater a tirania do Partido-Estado. O mais recente, foi a greve de fome encetada pelo Deputado Abílio Kamalata Numa, no Bailundo, no princípio do mes de Fevereiro de 2011 para protestar contra prisões arbitrárias e contra nove assassinatos políticos que a ditadura engendrou contra cidadãos que se manifestaram contra ela.

6. Em Angola, o processo democrático é irreversível e a atitude dos defensores da ditadura também é irreversível, pelo que devemos todos aprender com os ensinamentos da história recente da Africa do Magreb.

Alcides Sakala - Porta-voz e Secretario dos Assuntos Internacionais da UNITA

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