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quarta-feira, 9 de março de 2011

Campanha internacional para perdão da dívida da Tunísia é lançada

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Fathi Chamki, Eric Toussaint, Luc Mukendi

CADTM Internacional

Dacar, 9 fev (EFE).- A seção tunisiana do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM) lançou nessa quarta-feira em Dacar uma campanha internacional para o perdão a dívida contraída pelo ex-presidente Zine el Abidine Ben Ali.

"Lançamos a partir de hoje uma campanha internacional para a anulação da dívida odiosa contraída pelo presidente Ben Ali que fugiu como um ladrão vulgar devido à revolução lançada em 17 de dezembro", disse Fathi Chamki, porta-voz da seção tunisiana do CADTM, em entrevista coletiva.

"A soberania nacional da Tunísia passa pela recusa em reembolsar a dívida", afirmou Chamki, que faz parte da delegação tunisiana no 11º Fórum Social Mundial de Dacar.

Segundo o porta-voz, trata-se de libertar o povo desta dívida para dedicar os fundos a projetos prioritários, como a criação de postos de trabalho para resolver a questão do desemprego que afeta a juventude do país.

Fathi criticou a atitude do novo governador do Banco Central tunisiano, Mustafa Kamel Nabli, que assim que foi nomeado anunciou que o país pagará a metade de sua dívida pública a partir de abril.

O presidente do CADTM, Eric Toussaint, que participou da entrevista coletiva ao lado de Fathi, expressou seu total apoio à campanha lançada pelos tunisianos, aos quais encorajou a refletir sobre o exemplo do Equador, país que se negou a pagar parte de sua dívida externa.

Além da Tunísia, Toussaint convidou os países africanos a adotar atitudes firmes com relação à dívida, como também fez durante dez anos a Argentina, e denunciou o tratamento discriminatório apresentado por parte dos países ricos, mencionando a anulação de 80% da dívida do Iraque em cumprimento de um pedido dos Estados Unidos.

"Por que não foram anuladas as dívidas contraídas pela África do Sul durante a época do Apartheid na África do Sul e pela República Democrática do Congo sob o regime de Mobutu?", questionou Toussaint.

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-...
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