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sexta-feira, 25 de março de 2011

Crises estão a encaminhar mercado para a flexibilização laboral - Cabo Verde

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CLI - LUSA

Cidade da Praia, 24 mar (Lusa) -- O governador do Banco de Cabo Verde (BCV) disse hoje que as crises internacionais em curso demonstram que se está a caminhar para uma "nova flexibilidade" laboral, "fundamental" para as opções estratégicas sobre recursos humanos.

Carlos Burgo falava na abertura do XIII Encontro de Recursos Humanos dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, que começou hoje na capital cabo-verdiana, e que reúne quadros de Portugal, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

"Vivemos numa época em que as crises económicas, instabilidade e insegurança no emprego, a mudança no conceito de carreira e fidelização organizacional mostram que transitamos para uma cultura onde a flexibilidade, o contrato psicológico, a participação e a parceria são variáveis fundamentais nas opções estratégicas das organizações no que respeita aos recursos humanos", explicou.

Destacando a pertinência das temáticas de gestão de recursos humanos, no geral, e nos bancos centrais, em especial, no contexto económico-financeiro que se vive atualmente, Carlos Burgo salientou a importância da gestão dos recursos humanos, defendendo que tal deve ser assumido como "agente fundamental" para a concretização dos objetivos organizacionais.

"A gestão de recursos humanos, e não a gestão de pessoal, assume-se como um agente fundamental para a concretização dos objetivos organizacionais", defendeu, lembrando a importância que os bancos centrais colocam na questão.

No BCV, acrescentou, a problemática da ética e código de conduta tem sido alvo de um especial interesse.

"Atualmente, a problemática da ética e do código de conduta tem assumido particular interesses para nós, porque sabemos que, dado o papel crescente da instituição na gestão macroeconómica do país, são grandes as exigências à integridade da gestão e governança. Temos a convicção que os avanços nesta área são muito importantes para o desenvolvimento institucional", disse.

Esse sentido, o Governador do Banco Central cabo-verdiano afirmou que os temas propostos, como a responsabilidade social e o desenvolvimento, gestão estratégica participada, ética e códigos de conduta, governação e planeamento estratégico, vão ao encontro aos desafios atuais.

Carlos Burgo disse ainda que, falar de gestão estratégica de recursos humanos, significa analisar a aposta no "desenvolvimento das competências, na motivação, envolvimento e participação".

O encontro, destinado a técnicos e diretores de Recursos Humanos da CPLP, visa procurar estratégias conjuntas para a gestão das pessoas nos Bancos Centrais.

Os participantes vão discutir temas como a relação entre o papel/participação da gestão de recursos humanos na definição da estratégia dos bancos centrais, as políticas de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável na estratégia dos bancos centrais, os códigos de conduta e comportamentos éticos nos bancos centrais; a governação institucional e a gestão estratégica de pessoas.

O primeiro encontro aconteceu em 1993, em Lisboa, e o último em 2009, em Macau.
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