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quarta-feira, 2 de março de 2011

Opositores e partidários de Kadafi se opõem à intervenção estrangeira

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DIÁRIO LIBERDADE

Os milhares de manifestantes que desde há 15 dias se pronunciaram nas ruas da Líbia a favor e contra do governo de Muammar Kadafi, continuam afirmando seu rechaço à intervenção estrangeira no país árabe porque asseguram que isto ameaça sua soberania.

O enviado especial de TeleSUR à Líbia, Reed Lindsay, reportou desde a cidade de Benghazi (leste) que os grupos opositores a Kadafi "rechaçam a intervenção estrangeira" que quer executar os Estados Unidos e que "não querem armas".

"As pessoas aqui rechaçam a intervenção estrangeira, especialmente a intervenção militar, não querem armas (...) Estes são rebeldes ma ganharam seu território pacificamente e sacrificando suas vidas contra as forças de segurança de Kadafi", reportou o enviado de TeleSUR desde Benghazi.

O jornalista insistiu que ainda que os manifestantes "tenham sido atacados" pelas forças de segurança do Governo líbio, não querem empregar armas porque consideram que "podem derrubar Kadafi de maneira pacífica".

Por sua vez, o enviado da TeleSUR Jordán Rodríguez, reportou nesta segunda-feira desde Yafrha (noroeste) que os partidários de Kadafi também repudiaram a intervenção estrangeira, ainda mais agora que o Pentágono anunciou a mobilização de barcos na zona.

"Por favor mister Obama, Por favor! Não acredite nos ratões, nos gatos, eles atacaram as estações de polícia, tomaram armas. A democracia não necessita armas. Esta é a verdade! Esta é a verdade!", expressou um dos manifestantes.

No entanto, desde cidades como Sabarata (oeste), Rodríguez informou que estão sendo usados espaços públicos como teatros e praças para "gritar a verdade" e desmentir as grandes cadeias de notícias que insistem em reiterar violência no país e ataques aos civis.

"Afirmar que já não há combates e que são capazes de resolver sem ingerência estrangeira suas diferenças", frisou o enviado especial.

Declarações semelhantes foram escutadas neste domingo por parte de Lindsay, que reafirmou que "os opositores de Kadafi formaram um conselho especial para trazer a normalidade à cidade sem necessidade de intervenção estrangeira".

As manifestações contra e a favor do regime de Kadafi se iniciaram no dia 15 de Fevereiro passado e, segundo distintas fontes não oficiais, as desordens causaram entre 300 e dois mil mortos no país.

A Alta Comissão das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou neste domingo através de sua conta no Twitter que devido à pressão social, cerca de 100 mil pessoas abandonaram a Líbia, delas 55 mil ao Egito e 40 mil à Tunísia e o restante a outros países.

Kadafi fez um chamado a seus partidários concentrados em Trípoli (capital) a enfrentar as tentativas de intervenção provenientes do exterior, especialmente os dos EUA, que querem aproveitar a oportunidade para invadir o território e se beneficiar do petróleo do país.

Neste sentido, este domingo o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, denunciou que a Líbia e seu Governo estão sendo vítimas de uma "ofensiva midiática feroz", no marco de uma luta para se apoderar de suas enormes riquezas petrolíferas.

"O que estamos vendo é uma ofensiva midiática feroz, onde falam de bombardeios e não se veem os bombardeios. Não vimos um só avião disparando sobre a população, mas a campanha é feroz", asseverou o mandatário nicaraguense.

**Traduzido para Diário Liberdade por Lucas Morais
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1 comentário:

Anónimo disse...

REVOLTAS FEITAS PARA DIVIDIR, A FIM DE MELHOR REINAR!!!

1 ) O dedo de interesses estranhos à Líbia e ávidos de seu petróleo, gás e reservas de água subterrâneas, que utilizam a via de agentes nacionais, tem sido cada vez mais denunciado.

2 ) As potências até agora não perderam o controlo da situação, que sendo volátil para muitas das instituições nacionais, oferece oportunidades extras para quem "promove" a intervenção.

3 ) O quadro de fragilização da Líbia, uma sociedade com características muito próprias, constitui um risco não antes experimentado ao longo das décadas em que o regime de Kadafi assumiu o poder de estado.

4 ) Kadafi enquanto chefe dum regime que pode não ser muito respeitado a nível externo como a nível interno, garantiu contudo a soberania, bem como o exercício dum poder de estado com uma estratégia ao serviço também do povo líbio e a aplicação de investimentos importantes que têm transformado a vida no país, sem paralelo na região.

5 ) Esse facto é mais um indicador que a actual revolta não serve aos interesses estratégicos do povo líbio e dos milhões de trabalhadores que por lá têm labutado.

6 ) É evidente que serve aos interesses dos falcões norte americanos e de seus aliados europeus, de acordo com a filosofia da hegemonia anglo-saxónica tão expressiva e opressiva em toda a amplitude geográfica do Médio Oriente!

Martinho Júnior.

Luanda.