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quarta-feira, 13 de abril de 2011

DILMA ENCONTRA EMERGENTES EM PARAÍSO CHINÊS



Mariana Londres, do R7, em Brasília

Ilha conhecida como 'Havaí da Ásia' sediará encontro do chamado grupo dos Brics

A terceira cúpula grupo dos Brics, que reúne as principais potências emergentes do mundo, nesta quinta-feira (14) de abril, terá como cenário um dos maiores paraísos tropicais e turísticos na China. O local escolhido para o encontro dos líderes de Brasil, Rússia, Índia e China, as principais potências emergentes do mundo e que formam a sigla - é a cidade de Sanya, no sul da ilha mais meridional da China, Hainan. A África do Sul, convidada para integrar o grupo no ano passado, também será representada no evento.

As belezas naturais da ilha, com quilômetros de praias de mar azul e areia branca e muitos coqueiros, a fizeram ficar conhecida como o Havaí da Ásia. Com infraestrutura de sobra para receber turistas, com resorts, aeroportos e restaurantes, a ilha é o destino 20 milhões de turistas por ano. Além dos chineses, visitantes coreanos, russos e japoneses costumam passar as férias no local.

Para ser possível atrair tantos turistas, Hainan é também uma ‘ilha’ dentro do regime comunista chinês. Desde o final da década de 1980, a Província é uma das seis do país reconhecidas como zonas econômicas especiais (além de Hong Kong e Macau, que são zonas administrativas independentes).

Uma zona econômica especial na China não segue as mesmas regras comunistas do resto do país. Nelas, há abertura para o capital estrangeiro, apesar da ainda forte participação do estado, os salários são mais altos para atrair mão-de-obra e há isenção de impostos. A abertura permitiu o desenvolvimento da infraestrutura nesses locais.

Com cerca de 8 milhões de habitantes e uma área ligeiramente superior à da Bélgica, Hainan vive do turismo e da agricultura. A região é uma das províncias chinesas com menos indústrias. A cultura do local é rica, devido à mistura étnica que ocorreu ao longo dos anos.

Além das praias paradisíacas, Hainan também tem montanhas, florestas, parques e templos e uma estátua de Buda de mais de 100 m de altura, erguida em uma pequena ilha no mar da China. A estátua do Buda de Nanshan é conhecida como a ‘Estátua da Liberdade Chinesa’.

Os Brics

A cúpula dos Brics que será realizada em Sanya será o terceiro encontro do grupo, que foi criado conceitualmente em 2001 pelo economista Jim O'Neill, do grupo financeiro Goldman Sachs.
De acordo com o conceito de O’Neill, os quatro países formam um grupo por apresentarem rápido crescimento e destaque no cenário internacional. Pela teoria, esses países ultrapassariam até 2050 as maiores economias do mundo, além de terem juntos a área de um quarto do planeta e população de 40%.

A primeira cúpula formal dos Brics aconteceu na Rússia, em 2009. A segunda foi em Brasília no ano passado, quando o então presidente Lula recebeu os líderes de China, Rússia e Índia. Em dezembro, a África do Sul recebeu o convite para integrar o clube, em uma decisão criticada pelo próprio O'Neill, que não vê no país africano a mesma relevância e potencial econômico dos demais.

Além de aumentar a relevância dos países no cenário mundial, o objetivo das cúpulas é ampliar os negócios entre os países e fechar acordos.

Além do aspecto econômico e comercial, os Brics já ensaiam uma coordenação em alguns temas no campo político. Recentemente, em uma votação no Conselho de Segurança, todos os quatro membros se abstiveram de apoiar a resolução que autorizou o ataque às forças de Muammar Gaddafi na Líbia.

Além dos quatro membros dos Brics, só a Alemanha seguiu essa orientação, de um total de 15 nações representadas no conselho.

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