
Chefe das Forças Armadas diz que militares não concordam com missão de estabilização
MB - LUSA
Bissau, 11 ago (Lusa) - O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, disse hoje à Lusa que os militares não concordam com a vinda de uma missão de estabilização para o país, mas se essa for a decisão do executivo guineense terão de a aceitar.
"Os militares não concordam, mas se o Governo decidir temos que aceitar, porque somos subordinados às decisões dos políticos", defendeu o tenente gerenal António Indjai, em declarações à agência Lusa, à margem da abertura de uma reunião de chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas da CEDEAO que decorre em Bissau até quinta feira.
"A decisão é do Governo. O Governo é que sabe, mas se disser que sim, não teremos outra alternativa que não seja aceitar", disse António Indjai, frisando que os militares guineenses apenas querem ver o país em paz e no caminho do desenvolvimento.
Questionado sobre o que pensa da reunião dos chefes militares da CEDEAO, António Indjai considerou o encontro positivo, mas disse esperar que, a partir daí, o país possa iniciar a verdadeira reforma no setor de Defesa e Segurança.
"Espero que nos ajudem a realizar a reforma. Contamos com os parceiros da CEDEAO e outros, com a comunidade internacional no seu todo, para que possamos levar avante a nossa reforma", destacou o chefe das Forças Armadas guineenses.
Já quando discursava, em português, António Indjai havia considerado a realização desta reunião de chefes militares em Bissau como uma prova de solidariedade para com as Forças Armadas guineenses, numa altura em que estas se preparam para implementar "uma profunda reestruturação" visando combater "fortemente o fenómeno do narcotráfico e, com isso, dar uma nova imagem ao país".
Ainda nas declarações à Lusa, António Indjai esclarece que as Forças Armadas guineenses têm a consciência da importância da reforma para o país, e já estão preparadas para dar início a um novo processo de recrutamento de mancebos.
"Depende da reforma, mas vamos realizar recrutamento brevemente", assinalou António Indjai.
Após a conversa com a Lusa, o chefe das Forças Armadas guineenses e os homólogos da CEDEAO, bem como a missão da CPLP, chefiada pelo secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti, foram recebidos em audiência conjunta pelo Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
MB - LUSA
Bissau, 11 ago (Lusa) - O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, disse hoje à Lusa que os militares não concordam com a vinda de uma missão de estabilização para o país, mas se essa for a decisão do executivo guineense terão de a aceitar.
"Os militares não concordam, mas se o Governo decidir temos que aceitar, porque somos subordinados às decisões dos políticos", defendeu o tenente gerenal António Indjai, em declarações à agência Lusa, à margem da abertura de uma reunião de chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas da CEDEAO que decorre em Bissau até quinta feira.
"A decisão é do Governo. O Governo é que sabe, mas se disser que sim, não teremos outra alternativa que não seja aceitar", disse António Indjai, frisando que os militares guineenses apenas querem ver o país em paz e no caminho do desenvolvimento.
Questionado sobre o que pensa da reunião dos chefes militares da CEDEAO, António Indjai considerou o encontro positivo, mas disse esperar que, a partir daí, o país possa iniciar a verdadeira reforma no setor de Defesa e Segurança.
"Espero que nos ajudem a realizar a reforma. Contamos com os parceiros da CEDEAO e outros, com a comunidade internacional no seu todo, para que possamos levar avante a nossa reforma", destacou o chefe das Forças Armadas guineenses.
Já quando discursava, em português, António Indjai havia considerado a realização desta reunião de chefes militares em Bissau como uma prova de solidariedade para com as Forças Armadas guineenses, numa altura em que estas se preparam para implementar "uma profunda reestruturação" visando combater "fortemente o fenómeno do narcotráfico e, com isso, dar uma nova imagem ao país".
Ainda nas declarações à Lusa, António Indjai esclarece que as Forças Armadas guineenses têm a consciência da importância da reforma para o país, e já estão preparadas para dar início a um novo processo de recrutamento de mancebos.
"Depende da reforma, mas vamos realizar recrutamento brevemente", assinalou António Indjai.
Após a conversa com a Lusa, o chefe das Forças Armadas guineenses e os homólogos da CEDEAO, bem como a missão da CPLP, chefiada pelo secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti, foram recebidos em audiência conjunta pelo Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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