
Papa rejeita demissão de dois bispos irlandeses na sequência de relatório sobre abusos
ND – LUSA
Dublin, 11 ago (Lusa) - O papa Bento XVI rejeitou a demissão de dois bispos auxiliares irlandeses que renunciaram aos cargos depois da publicação, em novembro, de um relatório sobre abusos sexuais de padres contra menores, informou hoje a imprensa irlandesa.
De acordo com a televisão pública RTA e com o diário Irish Times, a publicação católica The Irish Catholic teve acesso a uma carta enviada pelo arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, em que confirma que os prelados Raymond Field e Eamonn Walsh vão continuar nos seus cargos por decisão de Bento XVI.
No entanto, um porta-voz daquele periódico católico considerou que a notícia é apenas um "rumor".
Na alegada carta, Diarmuid Martin explica que os dois bispos permaneceriam na arquidiocese da capital irlandesa depois da revisão das suas responsabilidades.
Os dois católicos apresentaram a demissão em dezembro, em resposta às críticas recebidas pela sua atuação na diocese de Dublin no chamado Relatório Murphy, que aborda casos de abusos sexuais e detalha os mecanismos da igreja católica para os ocultar, com a conivência do Estado irlandês.
Walsh foi nomeado bispo auxiliar de Dublin em abril de 1990 e a nomeação de Field data de 1997.
Em dezembro passado, o bispo de Limerick, Donal Murray, deixou o cargo depois de o referido relatório ter considerado "indesculpável" a sua atividade com um sacerdote suspeito de cometer pedofilia.
A esta renúncia, seguiram-se as do bispo de Kildare, James Moriarty, e as dos citados Eamonn Walsh e Raymond Field.
O único dos cinco altos clérigos criticados no documento que ainda se mantém no cargo é o bispo de Galway, Martin Drenan, que argumenta que o relatório não se refere pessoalmente a si.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
ND – LUSA
Dublin, 11 ago (Lusa) - O papa Bento XVI rejeitou a demissão de dois bispos auxiliares irlandeses que renunciaram aos cargos depois da publicação, em novembro, de um relatório sobre abusos sexuais de padres contra menores, informou hoje a imprensa irlandesa.
De acordo com a televisão pública RTA e com o diário Irish Times, a publicação católica The Irish Catholic teve acesso a uma carta enviada pelo arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, em que confirma que os prelados Raymond Field e Eamonn Walsh vão continuar nos seus cargos por decisão de Bento XVI.
No entanto, um porta-voz daquele periódico católico considerou que a notícia é apenas um "rumor".
Na alegada carta, Diarmuid Martin explica que os dois bispos permaneceriam na arquidiocese da capital irlandesa depois da revisão das suas responsabilidades.
Os dois católicos apresentaram a demissão em dezembro, em resposta às críticas recebidas pela sua atuação na diocese de Dublin no chamado Relatório Murphy, que aborda casos de abusos sexuais e detalha os mecanismos da igreja católica para os ocultar, com a conivência do Estado irlandês.
Walsh foi nomeado bispo auxiliar de Dublin em abril de 1990 e a nomeação de Field data de 1997.
Em dezembro passado, o bispo de Limerick, Donal Murray, deixou o cargo depois de o referido relatório ter considerado "indesculpável" a sua atividade com um sacerdote suspeito de cometer pedofilia.
A esta renúncia, seguiram-se as do bispo de Kildare, James Moriarty, e as dos citados Eamonn Walsh e Raymond Field.
O único dos cinco altos clérigos criticados no documento que ainda se mantém no cargo é o bispo de Galway, Martin Drenan, que argumenta que o relatório não se refere pessoalmente a si.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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