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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Forças de Gbagbo matam e torturam na Costa do Marfim, diz ONG

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Louis Charbonneau – Reuters – 26 janeiro 2011

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - As Forças Armadas da Costa do Marfim, leais a Laurent Ggagbo, têm cometido assassinatos, sequestros, torturas e estupros contra seus rivais, disse a entidade Human Rights Watch na terça-feira.

A ONG, com sede em Nova York, disse que uma 'investigação aprofundada' sobre violações de direitos humanos em Abidjã, maior cidade do país, revelaram uma 'campanha muitas vezes organizada de violência.'

'As forças de segurança e as milícias que apoiam Laurent Gbagbo estão impondo um reinado de terror contra seus oponentes reais ou imaginados em Abidjã', disse Daniel Bekele, diretor de África da Human Rights Watch.

'A comunidade internacional precisa fazer tudo o que puder para proteger os civis e aumentar a pressão sobre Gbagbo e seus aliados para acabar com esta campanha organizada de violência', disse ele.

O relatório foi divulgado em meio ao aparecimento de fissuras nos esforços pan-africanos para encerar a disputa de poder na Costa do Marfim, maior exportador mundial de cacau. Desta vez, o governo de Uganda questionou a ONU por ter reconhecido a vitória do oposicionista Alassane Ouattara na eleição presidencial de novembro.

Além da ONU, vários outros governos e blocos regionais apontaram Ouattara como vencedor do pleito, mas Gbagbo se recusa a aceitar o resultado e deixar o poder.

Países da África Ocidental preparam o envio de uma delegação aos EUA para tentar convencer o presidente Barack Obama e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a possibilidade de usar a força para depor Gbagbo.

No mês passado, a Assembleia Geral da ONU reconheceu por unanimidade o representante de Ouattara, Youssoufou Bamba, como legítimo embaixador marfinense junto à entidade. Bamba se disse 'chocado' com as revelações da Human Rights Watch.

'Eu sabia que há violações em massa dos direitos humanos..., mas não podia imaginar que isso ocorresse com tal magnitude e de forma tão brutal', disse Bamba em email à Reuters.

A Human Rights Watch disse ter ouvido mais de cem pessoas que testemunharam ou foram vítimas de incidentes violentos. As agressões incluíam 'assassinatos por milicianos com tijolos e paus, e ataques sexuais em frente a familiares (das vítimas)'. 'Muitos 'desapareceram', inclusive algumas vítimas posteriormente encontradas mortas', acrescentou o relatório.

O grupo disse que os piores ataques ocorreram nos bairros de Abobo, Port-Bouet, Youpougon e Koumassi, reduto de seguidores de Ouattara, e onde há também grandes contingentes de imigrantes de outras partes da África Ocidental.

A HRW disse que a maioria das mortes cometidas por 'milícias pró-Gbagbo' ocorreram à luz do dia, quando a vítima era parada em um controle ilegal e obrigada a se identificar.

'Se os milicianos acreditassem... que a pessoa era muçulmana ou de um grupo étnico que tendia a apoiar Ouattara, os milicianos o cercavam, o acusavam de ser um 'integrante de passeatas' ou 'rebelde', e batiam na vítima até a morte com barras de ferro, pedaços de pau ou tijolos.'

A polícia e outras autoridades se colocavam ativamente ao lado das milícias, ou observavam os crimes sendo cometidos, 'elogiando abertamente os assassinatos', afirmou o texto.
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