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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

PM da Costa do Marfim diz que pode ser usada a força para afastar Gbagbo

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EO – LUSA

Abidjan, 03 jan (Lusa) - O primeiro-ministro da Costa do Marfim, Guillaume Soro, nomeado pelo presidente-eleito Alassane Ouattara, reafirmou hoje que "não há outra escolha" para África Ocidental senão o recurso à força para levar Laurent Gbagbo a deixar a presidência, se este recusar partir.

O mediador da União Africana (UA), o primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, e três enviados da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO) estão hoje reunidos com Gbagbo para lhe pedir que ceda o poder a Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como presidente.

"O mandato da missão de enviados da CEDEAO e da UA é claro: vêm, sem compromisso, para pedir a Gbagbo pela última vez para ceder o poder pacificamente", declarou Soro aos jornalistas na sede de Ouattara em Abidjan.

Se Gbagbo recusar partir, a CEDEAO tendo "já adotado o princípio do uso da força militar, não terá outra solução", acrescentou.

"A comunidade internacional não tem outra escolha face à soberania e vontade expressa pelo povo", referiu.

"Face à vontade do povo, não há concessão possível", acrescentou Soro, depois de Gbagbo ter proposto uma recontagem dos votos das presidenciais de 28 de novembro.

"O que está em jogo na Costa do Marfim é a questão da democracia", sublinhou Soro, assegurando que se isso fracassar na Costa do Marfim "está aberta a porta às presidências vitalícias em África".

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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