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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cabo Verde - eleições: MpD diz que não aceita equipamento electrónico...

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Carlos Veiga

… na comunicação dos resultados

INFORPRESS – 06 fevereiro 2011

Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) – A candidatura do Movimento para a Democracia, (MpD – oposição) já disse que não vai aceitar a utilização por parte da Direcção Geral de Apoio ao Processo Eleitora (DGAPE), de equipamentos electrónicos para comunicação dos resultados do pleito eleitoral de hoje no país.

Em declarações aos jornalistas após ter exercido o seu direito de voto, o candidato do MpD a primeiro-ministro, Carlos Veiga, disse que o seu partido seria favorável ao máximo nessa matéria, mas sublinha que isso exigiria um trabalho prévio que não foi feito.

“Vir introduzir este elemento completamente novo agora nos últimos dias sem muita preparação, sem que isso pudesse ser absorvido por todas essas milhares de pessoas que vão participar nessas eleições e sobretudo nas mesas, era no fundo criar um elemento de perturbação que pensamos que não é necessário”, salientou.

O líder do MpD é de opinião que a introdução de mais esse elemento novo deve ser preparado adequadamente para as próximas eleições, para que essas soluções funcionem como uma melhoria do sistema e não como elemento perturbador ou fontes de confusões desnecessárias.

Ademais, acrescentou Carlos Veiga, para além de insuficiente para todo o país, a utilização desses equipamentos não foi validada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), órgão competente para o efeito.

“Portanto se é feito à revelia da CNE, se não se enquadra naquilo que a CNE estabeleceu, se não está na lei, necessariamente que não se pode fazer. Nós pensamos que essas soluções devem ser melhor preparadas para que tiremos um melhor proveito delas”, sublinhou.

Veiga salientou que, o início das eleições ficaram marcadas por algumas perturbações, pelo que sublinhou que não seria de todo conveniente criar outras ainda.

Entretanto, uma das representantes da Comissão Nacional de Eleições afirmou em declarações à Rádio de Cabo Verde, que a utilização dos equipamentos em questão foi validada pela plenária da CNE e que os mesmos devem ser utilizados nas presentes eleições.

Confrontado com esta informação Carlos Veiga disse: “o que eu sei é que a CNE disse que não tem nada a ver com isso e depois a lei não estabelece isso”.

Carlos Veiga insurgiu-se ainda contra o processo de aquisição dos referidos equipamentos que conforme disse, não “foi claro”. MJB Inforpress/fim
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1 comentário:

Anónimo disse...

CABO VERDE PODE TORNAR-SE EXEMPLO.

1 ) Ir às urnas de tempos a tempos nada é para uma verdadeira democracia.

2 ) Hoje os meios técnicos possibilitam que os cidadãos possam contribuir na tomada de decisões; constate-se a propósito algumas experiêncas bem sucedidas no Brasil.

3 ) Dadas as características do seu território, isso é possível em Cabo Verde - a implantação da democracia cidadã e participativa.

4 ) A democracia não tem de ficar refém de quem detém capacidade financeira, ou de "profissionais da política" e o nivelamento social não é feito pelos valores dos substratos de base mas numa equação média que é preciso ninguém perder de vista.

5 ) O desenvolvimento sustentável é um dos objectivos permanentes e aferidos à democracia cidadã e participativa; o "desenvolvimento sustentável" proposto pela democracia representativa é uma distorção do conceito.

6 ) Pátria só o é com garantia de democracia cidadã participativa, se não Pátria torna-se pasto das elites e das oligarquias e deixa-o por conseguinte de o ser.


Martinho Júnior


Luanda