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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cabo Verde: PR desdramatiza "caso NOSI" e renova apelo a votarem

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JSD – EL – 06 fevereiro 2011

Cidade da Praia, 06 fev (Lusa) - O presidente de Cabo Verde desvalorizou hoje a decisão do maior partido da oposição de recusar aceitar os resultados das eleições a divulgar pelo NOSI, um departamento governamental, e apelou à participação cívica dos cidadãos nas legislativas locais.

"Isso é uma questão técnica. Depende da CNE (Comissão Nacional de Eleições) e não temos nada a ver com isso. Todo o lado logístico, toda a preparação, todo o aspeto técnico, isso depende da CNE e eu, neste momento, sou eleitor", disse Pedro Pires, após votar numa mesa instalada num hotel da Cidade da Praia, pouco passava das 10:00 locais (11:00 em Lisboa).

O Movimento para a Democracia (MpD) contestou a utilização do equipamento digital distribuído pelo NOSI, alegando que o mesmo não tinha sido previamente aprovado pela CNE, devidamente testado e é de difícil manuseamento.

O gestor do NOSI, Jorge Lopes, disse à Lusa que foram distribuídos cerca de 800 equipamentos digitais - vulgares 'tablet', género iPad -, e à medida que os resultados da votação forem concluídos nas assembleias de voto, o presidente e os demais membros, depois de introduzirem e validarem os dados, enviá-los-ão para o sistema central.

A posição do MpD foi já criticada pelo PAICV, partido no poder, que ainda hoje de manhã dará uma conferência de imprensa sobre a questão.

O chefe de Estado cabo-verdiano, que termina em meados deste ano o seu segundo mandato presidencial de cinco anos, nada mais adiantou sobre o assunto e renovou o apelo à participação dos eleitores nas quintas eleições legislativas realizadas em Cabo Verde desde a abertura do país ao multipartidarismo, em 1991.

"Penso que nós devemos trabalhar para que estas eleições sejam exemplares, que todos saiam convencidos de que os resultados são os reais e genuínos. É nesse base que apelo, de novo, para que todos os eleitores participem neste ato de grande importância na vida nacional", acrescentou.

"(Destas eleições), vai nascer o novo Parlamento e, do novo Parlamento, sairá o novo Governo, tudo isso para governar melhor Cabo Verde. É bom que participemos todos e que as coisas corram bem, com civismo e com sentido de futuro. Cabo Verde precisa que os seus eleitores ajam da melhor forma. Peço a todos que participem", concluiu.

Nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, realizadas em 2006, a taxa de abstenção atingiu os 45,82 por cento.
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1 comentário:

Anónimo disse...

CABO VERDE PODE TORNAR-SE EXEMPLO.

1 ) Ir às urnas de tempos a tempos nada é para uma verdadeira democracia.

2 ) Hoje os meios técnicos possibilitam que os cidadãos possam contribuir na tomada de decisões; constate-se a propósito algumas experiêncas bem sucedidas no Brasil.

3 ) Dadas as características do seu território, isso é possível em Cabo Verde - a implantação da democracia cidadã e participativa.

4 ) A democracia não tem de ficar refém de quem detém capacidade financeira, ou de "profissionais da política" e o nivelamento social não é feito pelos valores dos substratos de base mas numa equação média que é preciso ninguém perder de vista.

5 ) O desenvolvimento sustentável é um dos objectivos permanentes e aferidos à democracia cidadã e participativa; o "desenvolvimento sustentável" proposto pela democracia representativa é uma distorção do conceito.

6 ) Pátria só o é com garantia de democracia cidadã participativa, se não Pátria torna-se pasto das elites e das oligarquias e deixa-o por conseguinte de o ser.


Martinho Júnior


Luanda