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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

EU ACREDITO, OBVIAMENTE, NO MPLA!

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ORLANDO CASTRO*, jornalista – ALTO HAMA

A UNITA diz que o MPLA está a utilizar a violência (prisões, agressões, mortes) contra os seus simpatizantes. O MPLA desmente e diz que é tudo encenação e desespero do Galo Negro. Como é óbvio, eu acreito no MPLA pelas razões que a seguir apresento.

O MPLA tem razão, desde logo porque, por exemplo, os cabindas são terroristas, tanto quanto foram os timorenses que lutaram contra o domínio colonial e ocupacional da Indonésia; tanto quanto os milhares de mortos do 27 de Maio de 1977.

Aliás, todo o mundo sabe que durante a guerra civil o MPLA só usava armas inteligentes (já para não falar dos seus militares) que distinguiam os alvos: se fossem militares... acertavam, se não fossem... desviavam. Já as da UNITA matavam tudo quanto aparecesse pela frente.

Todos sabem também que se o MPLA praticou algum tipo de terrorismo, era inequivocamente um terrorismo bom. O que se passou no dia 27 de Maio de 1977 (40 mil mortos) e até agora é prova disso.

Aliás, o terrorismo é qualificado em função do número de vítimas e de os seus dirigentes serem, ou não, primeiros-ministros ou presidentes. Por ser responsável por três mil desaparecidos, Augusto Pinochet e o seu governo são uns monstros. Já por ter morto Nito Alves e apenas mais 39 999 compatriotas, o MPLA é um exemplo para a humanidade.

Sabe-se agora que no massacre de Luanda que visou o aniquilamento da UNITA e cidadãos Ovimbundus e Bakongos, e que se saldou no assassinato de 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili, foi tudo obra da própria UNITA.

Sabe-se agora que o massacre do Pica-Pau em que no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda... foi tudo obra da própria UNITA.

Sabe-se agora que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção foi tudo obra da própria UNITA.

Sabe-se agora que o facto de mais de 40.000 angolanos terem sido torturados e assassinados em todo o país, depois dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, acusados de serem apoiantes de Nito Alves ou opositores ao regime foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de, entre 1978 e 1986, centenas de angolanos terem sido fuzilados publicamente nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda... foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de no dia 29 de Setembro de 1991 ter sido assassinado, em Malange, o secretário Provincial da UNITA Lourenço Pedro Makanga, a que se seguiram muitos outros na mesma cidade foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de em Junho de 1994, a aviação ter bombardeado e destruido a Escola de Waku Kungo (Província do Kwanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores, foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994, a aviação ter bombardeado indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Kaluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis, foi tudo obra da UNITA.

Sabe-se agora que o facto de entre Abril de 1997 e Outubro de 1998, na extensão da Administração ao abrigo do protocolo de Lusaka, terem sido assassinados mais de 1.200 responsáveis e dirigentes dos órgãos de Base da UNITA em todo o país... foi tudo obra da UNITA.

Por isto tudo, quem não acredita no MPLA?

*Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.
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