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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Portugal: REDUÇÃO DE DEPUTADOS SERIA O DUM-DUM DOS PARASITAS

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ANTÓNIO VERÍSSIMO – PÁGINA LUSÓFONA

CAVACO PAGOU SISA DE UMA CASA MENOR, QUE NÃO HABITA

São tantos os temas que há para comentar sobre acontecimentos políticos, ladroeiras, vigarices, cinismos e hipocrisias, que o cidadão comum fica todo baralhado e mesmo aqui isso se reflete. Não basta andarmos baralhados com a carestia da vida, com o desemprego e as dificuldades que políticos e empresários corruptos nos criam, com políticos parasitas e falsos, desonestos, sinuosos e “ranhosos” – e este termo é comum entre a populaça quando a eles se refere – e ainda assistimos a catadupas de acontecimentos que nos enchem as medidas e nos põem a moleirinha em efervescência.

O número de deputados e a polémica à volta de se dever ou não reduzir a sua quantidade na Assembleia da República tem sido tema nos últimos dias. Jorge Lacão, do PS, ministro dos Assuntos Parlamentares, veio à liça dizer que concordava com a petição e perspectiva de redução dos deputados a sentarem-se na AR e optar-se pelo mínimo constitucional de 180. Atiraríamos para a lixeira 50 parasitas. Lacão disse e foi o bom o bonito. O PS não concorda. Quero dizer, os que mais se perfilam na direita do PS, os que mais mamam, não estão de acordo. Sócrates também disse que não senhor, não está de acordo, reconhecendo o direito a Lacão de emitir as suas opiniões (era o que faltava que não).

À boleia de tudo e mais alguma coisa, mesmo que não concorde mas sirva de pretexto para “brilhar”, o chefe do PSD, Passos Coelho, disse-se concordante com a tal redução. Mais uns quantos se pronunciaram. Uns a favor e outros contra. Próprio da democracia. Assis, chefe de bancada do PS na AR, esse vislumbre de democrata que devia de estar no CDS-PP ou no PSD, veio logo dizer que não. Não senhor, nada de reduzir os parasitas. Isso seria limitar a democracia e criar vastos problemas no Parlamento. Mais coisa, menos coisa, foi o que quis dizer. E até deu o assunto por encerrado. Que Lacão falava a título pessoal e que o PS não alinhava nisso.

Cabe perguntar que PS é que não alinha em reduzir o número de deputados. Qual? O PS de Assis e da ala direitista que nada tem que ver com os estatutos e propósitos ideológicos do enganador PS? Pois já se vê que sim. A esses não convém nada perder as mordomias, os tachos, as reformas obtidas em período reduzido de “serviço”, e a que se chamam há muito reformas de um ápice para chulos. Desde quando é que os parasitas aprovam a aplicação do DDT, do Sheltox ou do Dum-Dum?

Fica claro que esses safados do PS (e de outros partidos políticos) com assento na AR vão estrebuchar, vociferar e usar o papão de ataque à democracia aos que defendem a redução de deputados. Esquecem-se que quase todos os cidadãos não ignoram que os que mais se insurgem são os que, eles próprios, mais têm atacado a democracia naquela casa que devia ser assento de representantes dos eleitores, da maioria dos eleitores e não de uns quantos que subvencionam de modos esquisitos os partidos políticos. Os empresários, as empresas… Enfim, aqueles dinheiros que aparecem não se sabe bem de onde mas que dá para que se perceba durante as campanhas eleitorais que por ali são movimentadas avultadas importâncias sem que a transparência seja regra. E como se não chegue, ainda o erário público larga milhões para as arruadas campanhas dos aldrabões. Esses, os aldrabões, os vigaristas, os opacos, os cínicos, são os que detêm o poder político e mais atacam a democracia. Portugal há muito que não vive em democracia, o que acontece é que sobrevive através de alguns laivos de democracia.

Olhemos para a AR, para os partidos políticos, etc. Atentemos ouvidos e olhos para os políticos na generalidade, para a Justiça, para os Tribunais, para as polícias, para os que mais altos cargos desempenham e que ficam a braços com “broncas” do estilo Freeport ou Aldeamento da Não Sei Quantos… da Coelha, no Algarve, Albufeira, e vimos a quem está entregue a democracia. Sem justiça não há democracia. Mas sim “democracia”. Sem se cumprir a Constituição da República a democracia é uma falácia. Entre grupos de interesses dúbios e egoístas eles decidem e depois aprovam isto e aquilo em nosso prejuízo e em prejuízo da verdadeira democracia. O cidadão assim comenta por ser isso o que sente quotidianamente. Pena que vá consentindo e passe a vida a labutar, quase sem tempo para pensar - o que convém a estes políticos parasitas.

A boa fé dos deputados que se sentam na AR seria provada com uma discussão profunda da redução do seu número naquela “casa”, na AR. Mas no PS e em mais uns quantos já deixaram claro que não é o que desejam debater. Muito menos que se pronunciem a favor da redução dos parasitas. Compreende-se, defendem a classe pendura e sorvedora e consideram-se naquele Parlamento ad eternum em pleno direito, intocáveis, colados aos seus lugares com Araldite, até aos 12 anos de serviço e sequente reforma… E mais umas quantas reformas acumuladas, e mais uns quantos biscates… E mais umas nomeações para grandes grupos económicos – decerto por paga de “favores” anteriormente praticados e, até, posteriormente prestados. É assim que pensamos porque o sentimos e vamos vendo. Há que dizê-lo.

CAVACO HONESTO?

Honesto? Não. O sujeito perdeu de vez a auréola de honesto, para os que ainda isso lhe dispensavam. Veio explicar que pagou a SISA de uma casa que não existe. A SISA que pagou não corresponde à casa onde habita e passa as férias no Algarve. Pelos vistos pagou SISA de uma casa no projecto. Pequena. Aquela onde habita e veio substituir a vivenda Mariani é três vezes maior que a que estava no projecto, e é noutro local, mais valiosa por ser muito maior e mais perto da praia. Interessante que o amigo de infância, da Empresa que lhe “vendeu” a casa passou a ter ligação ao BPN….

Cavaco Silva manipulou, ou deixou que manipulassem a situação. É legal? Poderá ser. As leis são feitas para os privilegiar, porque em algum item “escondido” encontram sempre a salvação… Isso não invalida que com legitimidade passemos a considerar Cavaco Silva desonesto. A populaça não tem dúvidas disso. Nem é parva. Tem sido é extremamente consentânea com estes oportunistas… e o que mais deles se diz. É fartar, vilanagem!

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