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sábado, 19 de março de 2011

Polícia reprime com violência protesto contra Obama no Rio de Janeiro

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DIÁRIO LIBERDADE – 19 março 2011

Diário Liberdade - Na tarde de ontem (18) manifestantes protestaram contra a visita que Obama faz nestes dias ao Rio de Janeiro com intuito de aprofundar a rapina sobre o Brasil, com atenções muito especiais para o petróleo. Foram centos de pessoas contra a visita do líder imperial americano. Houve protestos também em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Porém, a Polícia Militar reprimiu violentamente a concentração. O ato foi convocado pela CSP-Conlutas, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre - ANEL e por diversos sindicatos.

O protesto fazia parte de uma jornada nacional, que incluia atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo e os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretendia apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo que agora têm como cenário a Líbia.

Polícia tentou evitar protesto

Segundo denúncia o PSTU em comunicado de imprensa, a polícia teve intenções muito claras desde o começo: desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.

Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, segundo o comunicado do PSTU. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.

Segundo a mesma fonte, o acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso. O presidente do dos EUA já cancelou o dito discurso público, que terá um caráter fechado.

Em frente ao Consulado, o ato da tarde de ontem iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.

No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas.

O vídeo que acompanha estas informações foi gravado por manifestantes e recolhe o momento. Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade, .que pela lei não poderia estar numa delegacia policial. Até as 22h, ninguém havia sido solto.

Polícia fala de coqueteis molotov, mas não dá provas sérias

A polícia justificou a sua agressão com o alegado lançamento de contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado.

A respeito disso, o PSTU aponta no seu comunicado que "o espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita."

Desde o PSTU avalia-se a possibilidade de que provocadores fossem infiltrados na manifestação para justificar o ataque policial.

Contudo, é importante salientar que as melhores provas que a polícia conseguiu apresentar foram uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Grande seriedade nas provas. Ainda, para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU.

Reação desproporcionada

Mesmo se produzindo o alegado lançamento de arfetactos, a reação polícia do governador Sérgio Cabral foi completamente desproporcional. Após a violência incial, selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas. Segundo Márcia Lopes, do PSTU do Rio, após a confusão, cerca de 150 pessoas foram colocadas sentadas na Candelária para serem revistadas. Entre 12 e 15 manifestantes foram pres@s na ação e até as 22h, ninguém havia sido solto.

O PSTU exigiu no seu comunicado "uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial."

Domingo mais protestos

Após a repressão da sexta-feira para invisibilizar a oposição à visita do presidente ianque, @s manifestantes não vão ficar calad@s. Domingo, dia 20, haverá um ato de protesto no Largo do Machado, a partir das 10 horas, segundo informam as entidades organizadoras.

Foto: PSTU TV - Protesto contra Obama segundos antes de começar o ataque policial. Com informações do PSTU e outros.

VER VÍDEO DA REPRESSÃO NO RIO DE JANEIRO
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