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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Guebuza defende alternativas internas à crise alimentar e dos combustíveis

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PMA - LUSA

Maputo, 06 abr (Lusa) -- O Presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza, admitiu em Maputo que o seu Governo não pode controlar os preços dos combustíveis e do trigo e apelou a um "ambiente de paz, segurança e tranquilidade".

Guebuza defendeu que o país deve encontrar alternativas internas à crise alimentar e ao elevado custo do petróleo, para reduzir a dependência em relação ao exterior, durante um comício no âmbito da presidência aberta ao município da capital.

"A questão do combustível é preocupante, porque a maioria das atividades dependem do combustível. O Governo não pode controlar o seu preço, tal como não o pode fazer com o preço do trigo", disse o chefe de Estado, aludindo à dependência externa de Moçambique em relação ao cereal.

Para aliviar o custo de vida provocado pela alta dos preços dos principais produtos no mercado internacional, Armando Guebuza defendeu a exploração de alternativas internas.

Nos combustíveis, assinalou o chefe de Estado moçambicano, o país deve prosseguir o esforço de aproveitamento do seu potencial na "jatropha", uma planta que abunda no país e considerada com potencial para produção de biocombustíveis.

Segundo Armando Guebuza, a dependência em relação ao trigo pode ser resolvida com a utilização da farinha de mandioca, muito produzida no país, como matéria-prima para a indústria de panificação.

"Moçambique vai vencer a luta contra a pobreza. Vamos trabalhar num ambiente de paz, segurança e tranquilidade", afirmou o chefe de Estado moçambicano.

Revoltas violentas contra o aumento dos preços dos principais produtos alimentares e serviços assolaram algumas cidades moçambicanas em setembro de 2010, obrigando o Governo a aprovar subsídios para alguns bens essenciais e a congelar aumentos de preços.

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