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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Martinho Júnior: Oxalá o povo português saiba defender o que o defende…

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As próximas eleições em Portugal poderão contribuir para uma muito maior clarificação dos limites entre dois campos: entre aqueles que não têm outros horizontes para oferecer senão o capitalismo especulativo que os ata de há várias legislaturas a Bruxelas e a Berlim, com o peso de cada vez mais sacrifícios impostos ao povo português e aqueles que, estando dispostos a encontrar alternativas, assumem Lisboa para todos os portugueses!

A esquerda pode e deve, duma vez por todas, apresentar-se unida, sem que haja descaracterização dos partidos que a constituem e sem barreiras na abertura a outros patriotas independentes.
Julgo que o apelo ao patriotismo do povo português, apontando o que se deve fazer para impedir que as aves de rapina dilacerem o corpo social é imprescindível, é um acto de coerência, de honradez e sobretudo de amor e identidade.

A Portugal nestas eleições é oferecida uma encruzilhada: oxalá o povo português saiba escolher o que o defende e obstruir o que o ataca, saia do feudo da Inquisição da qual ainda não se libertou, nem com o 25 de Abril! (Martinho Júnior)

Jerónimo de Sousa quer “governo patriótico e de esquerda”

PCP não descarta coligação com Bloco de Esquerda para formar governo

PÚBLICO – LUSA

O líder do PCP disse hoje esperar que as eleições legislativas permitam um governo patriótico de esquerda, e que o partido está disponível para fazer alianças com o BE, depois das eleições, desde que este clarifique os seus objectivos.

“Há muitos homens e mulheres, portugueses preocupados com o futuro do país, que procuram dar uma contribuição para travar este rumo. Em relação ao BE, é preciso que clarifique os seus objectivos, mas não temos nenhum preconceito em considerar que existam portugueses também preocupados com a situação, dispostos a fazer um esforço para esse governo patriótico e de esquerda”, afirmou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP falou depois do partido ter decidido ir a votos em coligação com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) para as eleições legislativas. Jerónimo de Sousa expressou a expectativa de que as eleições permitam a formação de um governo patriótico de esquerda.

“Um governo cuja viabilidade e apoio político e institucional está nas mãos do povo português com a sua posição, a sua luta e o seu voto”, declarou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no final da reunião do Comité Central.

O órgão máximo do PCP considerou que a formação de um “governo patriótico e de esquerda” é um “imperativo inadiável” e recusou a ideia de um “governo de salvação nacional” constituído pelo PS, PSD e CDS-PP, “aqueles que têm enterrado e querem continuar a enterrar o país”.

Jerónimo de Sousa frisou que o secretário-geral do PS, José Sócrates, já se afirmou disposto “a trilhar o mesmo caminho” das medidas de austeridade e dos “PEC”. “Como não estamos em tempo de milagres, não acreditamos nessa mudança”, afirmou.

Para Jerónimo de Sousa, um “governo patriótico e de esquerda” seria a verdadeira “alternativa política” para o país, que “não pode ficar condenado” ao “governo do arco-da-velha política”, disse, referindo-se às propostas para um Governo PS, PSD e CDS-PP.

Uma política alternativa deverá apostar “na renegociação da dívida”, na diversificação das fontes de financiamento e das relações económicas”. Jerónimo de Sousa insistiu que a chamada “ajuda do FMI” não é uma ajuda, é um “perigo” para a soberania, direitos sociais, sector público, para o emprego e para os salários.

“Apetece-me dizer que o que o PS e o PSD propõem é apenas a escolha da árvore em que o país pode ser enforcado. Nós não aceitamos nem FMI nem essa ajuda entre aspas que procura por em causa a nossa soberania”, afirmou.

Para preparar as eleições legislativas de 5 de Junho, o Comité Central do PCP marcou para o dia 17 de Abril um Encontro Nacional e vai lançar uma acção nacional que visa atingir o milhão de contactos de rua com trabalhadores.

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