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sexta-feira, 1 de abril de 2011

NÃO HÁ BEM QUE SEMPRE DURE, NEM MAL QUE NUNCA ACABE

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Cavaco, da tanga da casa da Coelha, e o “socialista” Gama, o tal que anda com uma perna num BMW topo de gama… e outra perna noutro, dois. Uma fartazana de gamanço.

ANTÓNIO VERÍSSIMO – PÁGINA LUSÓFONA

O tempo está de crise… para os de menos recursos – não me lembro de um dia, uma hora, um minuto, um segundo, em que o tempo para esses não fosse de crise. Só agora é que o tempo está de crise para a classe média-baixa e média-alta (alguns)… e então não se fala de outra coisa. E é uma chatice do caraças!

É pena que os das ditas classes média nunca se lembrem dos que estão permanentemente em tempos de crise. Porque quando não estão, já não há crise. Nem se fala de crise nesses tempos! Para os que estão sempre em crise é que é fodido!

E é isso, fodido, porque até muitos dos seus parentes mais próximos da média-baixa os desprezam e lhes metem o rótulo de pobrezinhos e fazem deles gato-sapato por todo o lado, chegando mesmo a dispensar-lhes olhares de desdém. É o ser humano (desumano) no seu pior.

Bem, mas agora há mesmo crise. Agora é que é. Porque muitos mais estão a sentir aperto financeiro fala-se na crise. Indignam-se com a crise, indignam-se com o governo dito socialista de Sócrates esquecendo-se que até votaram nele nestas últimas eleições legislativas dando-lhe uma maioria simples e repetiram a dose de oportunidade de um mentecapto que precisa de fazer psicoterapia avançada voltar a ser primeiro-ministro. O mesmo ainda há dias aconteceu no PS quando voltaram a votar nele para secretário-geral com uma margem abastada de 94 por cento, concluindo-se daí que socialistas mesmo, por lá, pelo dito Partido Socialista, já só devem restar seis por cento. O resto é chularia que aprova e quer manter o vigarista no topo do partido para verem se continuam a pendurar-se nos lugares de boys e girls que dão milhares de euros todos os meses… e mais uns quantos cambalachos à conta dos que passam a vida a pagar as crises.

É assim que dá para recordar o que hoje vem em parangona no jornal Correio da Manhã e em título do Público: “Carris: administração recebeu viaturas topo de gama em ano de buraco financeiro de 776,6 milhões”. Não vão mais longe porque terei o cuidado de apensar aqui mais em baixo a notícia integral através de um simples copy paste.

Lá vêm os nomes de gestores e outros estupores que gozam à conta das carências dos outros umas ricas vidas. Neste caso são parasitas da Carris. Boys e girls do PS? Perguntar para quê? Decerto que não estão ali pelos seus lindos olhos, nem pelas eventuais verrugas nos traseiros. Nem elas por oxigenarem ou raparem os pelos púbicos e fazerem plásticas de aperto e embelezamento lá na "coisa" (tal é a rodagem)…

Se isto ofende, mais ofende o desplante de andarem de cu tremido em carros de luxo enquanto para milhões de portugueses só sobra o lixo. Lixo que muitas das vezes serve para fazer triagens e de lá sacar comidinha. Ide à noite ver as centenas de portugueses por esse país fora que vai “rapar” o lixo dos supermercados ou de restaurantes à procura de algo para se alimentarem. Mas aqueles merdas não têm vergonha, nem remorsos, nem um pingo que seja de sentimentos solidários. Têm, isso sim, a ambição de evoluírem socialmente atropelando tudo e todos, se necessário roubando e, quase sempre, parasitando.

Não é preciso pôr mais na escrita. Chega. Dá para perceber a razão porque este país fede tanto a podridão. Nem nos resta a consolação de que os ditos socialistas vão embora do governo e regressamos à honestidade na política e nas contas públicas. Não, porque a seguir vão para lá outros que são iguais e que como os anteriores estão nos poderes para se servirem e servirem as clientelas partidárias e outras. Boys e girls qb, sempre. Vão mudar as moscas mas a merda vai continuar. Com o agravante de sabermos que temos de gramar com a crise e continuar a pagar vencimentos imorais aos políticos, aos gestores, aos penduras todos que convenham às estirpes de Passos Coelho, de Cavaco Silva… e os mais que vierem que os sirvam e saibam servir-se. Na AR vão continuar os gajinhos penduras e chupões que se reformam em uma dúzia de anos, que recebem mordomias como nababos e produzem cuidadosamente para os interesses de alguns, principalmente dos lobies a que pertencem ou que lhes dão razões de vantagens imediatas ou futuras. É fartar vilanagem. E a carneirada vai votar novamente neles, acreditando nas suas loas. Esses são os principais responsáveis por Portugal ter estes políticos chupistas de merda a dominar os poderes que nos prejudicam. Assim, os da mó de baixo jamais deixarão de estar em crise… Mas esses quase nunca votam. Até sabem que votar em merda cheira mal e desse mau cheiro já eles estão fartos por andarem aos caixotes… do lixo.

Fartem-se vilões! Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. O adágio está certo, pode é levar tempos demais a cumprir-se.

*Nota: Desculpem algumas palavras mais deselegantes mas a indignação já transborda. É evidente que nesta e noutras prosas excluem-se os homens e mulheres honestos e bem-intencionados que estão envolvidos na política nacional. São poucos, mas existem.

Carris: administração recebeu viaturas topo de gama em ano de buraco financeiro de 776,6 milhões

PÚBLICO

A Carris alugou no ano passado quatro novas viaturas topo de gama para o seu presidente e administradores, suportando um valor de cerca de 4500 euros mensais com o aluguer dos veículos. A empresa pública, que tem 2010 teve capitais negativos de 776,6 milhões de euros, explica que a decisão cumpre o estabelecido pela Comissão de Fixação de Vencimentos.

O relatório de contas da Carris de 2010, citado pela edição de hoje do “Correio da Manhã”, indica que o presidente da Carris, José Manuel Silva Rodrigues, e os vogais da administração Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes e Joaquim José Zeferino receberam as quatro viaturas das marcas Mercedes, Audi e BMW no ano passado. A acrescentar a esta lista há a viatura da também administradora Maria Adelina Rocha, que conduz uma viatura paga pela empresa desde 2008.

Ao diário, a Carris indicou que os veículos foram “alugados em substituição de viaturas entretanto abatidas” e que “todas as viaturas estão regime de ALD [Aluguer de Longa Duração]”. De acordo com a empresa, o “valor mensal das rendas pagas, para as cinco viaturas, em 2010, foi de 4514 euros”, incluindo manutenção e seguro. O valor comercial das viaturas ronda os 176 mil euros. A empresa sublinha que o aluguer foi feito “em cumprimento escrupuloso do determinado pela Comissão de Fixação de Vencimentos”.

Esta semana foi divulgado que os capitais próprios da Carris estão negativos em 776,6 milhões de euros e que a administração da empresa pública teve um aumento nos vencimentos em 2010. O resultado líquido da Carris foi novamente negativo no ano passado, agravando-se para 42,3 milhões de euros.

Quanto aos custos com pessoal, a administração da Carris recebeu um total de 420.556 euros em 2010, traduzindo-se num aumento nos vencimentos dos cargos de topo de quase 33 mil euros em comparação a 2009, apesar dos cortes salariais decididos na administração pública. O presidente da Carris aufere mensalmente 6577 euros brutos. Cada vogal da administração 5727 euros.

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