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sexta-feira, 1 de abril de 2011

"Parece que é a senhora Merkel que manda em Portugal" - Luis Filipe Menezes

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LUSA – SAPO – 01 abril 2011

O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes afirmou hoje que “parece que é a senhora Merkel quem manda em Portugal”, defendendo que apesar de ser necessário “cumprir regras internacionais” a chanceler alemã deve “mandar na terra dela”.

“Parece que é a senhora Merkel quem manda em Portugal. O engenheiro Sócrates já não manda, é a senhora Merkel que o chama lá de três em três meses. É uma espécie de governador de uma colónia e aplica o programa da senhora Merkel”, criticou Menezes, à margem da viagem inaugural do teleférico de Gaia.

O social-democrata disse que tal “não faz sentido”, uma vez ser necessário “portugueses a mandar em Portugal.”

“Evidentemente temos que cumprir regras internacionais de acordo com os compromissos que assumimos, mas a senhora Merkel que mande na terra dela”, salientou Menezes, acrescentando que, “pelos vistos, não está a mandar muito bem porque parece que os alemães todos os dias a querem mandar embora”.

“Se ela não é querida na Alemanha, há-de agora vir dar ordens para Portugal? Era o que faltava”, disse.

Um dia depois de o Presidente da República ter marcado eleições para dia 05 de junho, Menezes defendeu que a campanha “tem que ser renhida”, porque “será clarificadora para o país”.

Ressalvou, porém, que “uma coisa é ser renhida e outra coisa é ser uma campanha que ultrapasse os limites da boa educação e do relacionamento cívico entre duas pessoas. São coisas distintas”.

“Estou muito persuadido que o país vai dar a volta por cima. Agora, não é com esta maioria. Esta maioria está em movimentos convulsivos diários e faz-me lembrar regimes democráticos por esse mundo fora, de gente que se agarra ao poder e não quer sair de maneira nenhuma”, criticou.

Lamentou ainda “a ideia de que tanto faz que ganhe este ou aquele partido”, porque “demonstra algum empobrecimento do regime democrático”.

“Aquilo que faz a diferença são as pessoas, os líderes e os partidos entre si. Aquilo que é a solução de um problema para um primeiro-ministro, não é a solução de um problema para quem está ao lado”, destacou.

Por isso mesmo, “é preciso fazer acreditar as pessoas que se podem transcender, que é possível recuperar mais depressa do que aquilo que estava previsto”.

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