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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Laurent Gbagbo recusa-se a deixar o poder na Costa do Marfim

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ÁFRICA 21, com Panapress – 04 janeiro 2011

"O encontro pode resumir-se na recusa de Gbagbo de partir", indicou fonte não identificada, citada pela Panapress.

Lagos - Os três presidentes mediadores oeste-africanos enviados à Costa do Marfim fracassaram na tentativa de persuadir o presidente cessante, Laurent Gbagbo, a renunciar ao poder a favor de Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como vencedor das eleições presidenciais de 28 de Novembro passado.

"O encontro pode resumir-se na recusa de Gbagbo de partir", indicou fonte não identificada, citada pela Panapress.

Os presidentes Yayi Boni, do Benin, Pedro Pires, de Cabo Verde, e Ernest Koroma, da Serra Leoa, regressaram segunda-feira a Abidjan para continuar as discussões iniciadas durante a sua primeira missão na Costa do Marfim a 28 de Dezembro último para informar Gbagbo da decisão tomada pela organização regional composta por 15 membros de o destituir pela força.

Os chefes de Estado da África Ocidental foram acompanhados pelo primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, emissário da União Africana (UA).

Gbagbo manteve a recusa em abandonar o poder, apesar da amnistia proposta pelos chefes de Estado africanos e da oferta de um posto pela UA, entre outras promessas que visam fazê-lo abandonar o poder e impedir que o primeiro país produtor mundial de cacau afunde numa outra guerra civil.

A ONU informou que os confrontos entre apoiantes de Ouattara e as forças de segurança leais a Gbagbo fizeram 173 mortos e milhares de pessoas se refugiaram nos países limítrofes por receio de guerra civil no país, como em 2002-2003.

Os chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas da África Ocidental elaboraram uma estratégia para uma eventual ação militar para destituir Gbagbo, após uma reunião de dois dias organizada na semana passada em Abuja, na Nigéria.
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