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quarta-feira, 16 de março de 2011

JOGO GOLFE, LOGO EXISTO!

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ORLANDO CASTRO*, jornalista – ALTO HAMA

Não sei se é verdade. Mas se não é... devia ser, para bem da nação socialista. Pelos vistos, os campos de golfe portugueses (muito frequentados pelos 700 mil desempregados, 20% de pobres e reformados com a pensão mínima, agora congelada) deverão voltar a ser tributados à taxa reduzida de IVA, de 6%, em vez dos 23% que estavam a ser aplicados.

O facto de a decisão de não penalizar o sector do golfe com a taxa máxima, de 23%, surge num momento em que o Governo socialista de José Sócrates, avançou com medidas de austeridade que vão atingir, entre muitas outras variantes, o IVA.

Segundo o jornal Negócios, a decisão socialista de repor a taxa aplicada aos campos de golfe no patamar inicial, terá sido tomada depois da visita de José Sócrates à Bolsa de Turismo de Lisboa, em Março.

O dossier está agora nas mãos dos 700 mil desempregados, perdão, dos secretários de Estado do Turismo e dos Assuntos Fiscais que têm mantido reuniões com os responsáveis do sector do golfe que contribui com 500 milhões de euros para a economia portuguesa.

Os 20% dos pobres portugueses, perdão, o Governo elegeu o turismo/golfe como uma das prioridades da estratégia de recuperação da economia nacional.

Creio, aliás, que a taxa de reduzida de IVA deverá igualmente ser aplicada a alguns dos alimentos típicos dos golfistas, socialistas ou não, como é o caso das trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha, espuma de raiz de beterraba e vinhos do tipo Château-Grillet 2005.

Também me parece bem que essa classe de portugueses que nada fazem, ou seja os quase dois milhões de reformados, passe de facto a pagar mais IRS e a ter as pensões congeladas... para não se estragarem.

Feitas as contas socialistas, mas que atingem todos os outros portugueses, os mais de dez milhões de cidadãos vão desembolsar (a bem da nação, obviamente) 7,9 mil milhões de euros adicionais de 2011 a 2013 a título de "precaução", para que o Governo tente "acalmar" os mercados e satisfaça as exigências políticas do país que tem Portugal como protectorado, a Alemanha.

*Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.
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