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sábado, 26 de março de 2011

ONG denunciam "epidemia" de agressões sexuais nos campos de refugiados

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PAL - LUSA

Washington, 25 mar (Lusa) - As mulheres dos campos de refugiados do sismo de 12 de janeiro de 2010 no Haiti são vítimas de uma «epidemia» de agressões sexuais, testemunharam hoje vários responsáveis de organizações não governamentais perante a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH).

Existe uma "epidemia de violências sexuais e [um clima] de impunidade", afirmou Lisa Davis, responsável da organização de defesa das mulheres Madre, durante a audiência em Washington.

Mais de 800.000 haitianos continuam a viver em condições insalubres nos campos de refugiados do sismo que causou mais de 220.000 mortos.

Em dezembro, a CIDH exortou o governo haitiano a tomar medidas para acabar com as violências sexuais de que as mulheres e raparigas são vítimas nos campos.

Mas, desde então, "os progressos foram mínimos", lamentou Davis.

A organização Kofaviv assinalou 465 violações nos campos em 2010. Durante os dois primeiros meses de 2011 foram registados 90 casos.

Foi também referido que em muitos campos as mulheres não têm casas de banho reservadas e que após uma violação não têm acesso a cuidados médicos.

Além disso, quando querem apresentar queixa são obrigadas a apresentar um atestado médico, muitas vezes difícil de obter, precisou Eramithe Delva, co-fundadora da Kofaviv.

No entanto, segundo Natacha Clerge, que representava o Ministério para a Condição Feminina e os Direitos das Mulheres haitiano, "não houve aumento significativo das violações" após o sismo.

Clerge assegurou que o governo haitiano tomou medidas para melhorar as condições de vida nos campos.

As organizações de defesa dos direitos das mulheres convidaram uma delegação do CIDH a deslocar-se ao Haiti para constatar a veracidade dos factos expostos.
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