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terça-feira, 12 de abril de 2011

FRANCISCO LUEMBA: REVOLTAS CHEGARÃO A ANGOLA

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Luemba diz em entrevista à Renancença que este último período de prisão que o MPLA-JES lhe impôs “foi muito dificil”. (VER VÍDEO)


Passou quase um ano na cadeia em condições humanas degradantes, mas não desarma nas criticas ao regime e vai mais longe, a revolta popular que aconteceu no norte de africa poderá chegar a Angola, vaticina.

“Acho que sim, podemos não fixar prazos, mas nos próximos meses ou nos próximos anos esta situação chegará. A situação em Angola é de uma grande instabilidade, o povo está cansado do regime, as injustiças sociais são gritantes, as violações dos direitos humanos também são graves. As pessoas estão cansadas e não estão mais dispostas a suportar aquela situação”, defende Francisco Luemba.

O activista, conhecido por alguns como advogado dos pobres, enumera ainda os motivos do descontentamento dos angolanos.

“As condições de vida são difíceis, o acesso à água, à electricidade, à saúde e mesmo à educação é muito limitada e os serviços são de má qualidade. Também há muito desemprego. O salário mínimo ronda os 60 dólares, um pai de família com esse salário, se tiver 3, 4 ou 5 filhos, sobretudo se tiver que pagar uma renda, está abaixo da linha da pobreza. Nós não ganhamos nada com o petróleo, pelo contrário, somos penalizados por causa do petróleo, a todos os níveis”, assegura.

Já em relação a uma solução política para o enclave de Cabinda, este advogado defende a via das negociações e critica a postura a comunidade internacional: “A postura da comunidade internacional infelizmente é de solidariedade para com quem viola os nossos direitos. A Comunidade internacional não assume o seu papel em relação a Cabinda, antes pelo contrário, apoia a repressão e exploração do povo de Cabinda.”

Quanto ao papel de Portugal, lamenta o facto de Lisboa não ter coragem para abordar um assunto tabu, e critica aquilo a que chama subserviência do Governo português a Angola.

“Portugal segue exactamente a mesma lógica, sobretudo mais interessado na defesa dos laços económicos, quer aproveitar as facilidades que estão a ser dadas as muitas empresas portuguesas, Há uma certa subserviência do Governo de Portugal a Luanda. Cabinda é um assunto tabu”, conclui este activista dos direitos humanos em Cabinda.

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